18 agosto 2015

Férias no Havaí, parte 1: passeios, acomodações e transporte na Big Island

Estive no Havaí por treze dias, e fiquei muito impressionada com as paisagens fantásticas e diversificadas; a profusão de lava, plantas e animais; a organização e a limpeza dos lugares; a grande oferta de produtos orgânicos; e a atitude simpática, calma e educada das pessoas com as quais tivemos contato, várias delas provenientes de outras regiões do mundo.

O anoitecer em Kealakekua Bay, visto da praia que fica em frente ao Dolphin Dreams Kealakekua
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ACOMODAÇÕES

Viajei com a minha filha algumas semanas atrás, em julho de 2015, a convite da minha irmã, que se mudou para a Big Island com o marido e os cachorros deles no final de 2014. Ela é brasileira, ele é americano e estava radicado no Brasil. Aqui no Rio de Janeiro, a Cindy trabalhava como promotora de justiça e o John era correspondente internacional. O amor pela natureza, especialmente golfinhos e baleias, foi um dos motivos que os levaram a se fixar em Kealakekua Bay, na região de Kona, um dos melhores locais para quem quer observar esses e outros animais marinhos, praticar snorkeling, mergulho e stand up paddleboarding (SUP).

A casa deles foi construída bem em frente à baía, um verdadeiro paraíso de tranquilidade e belezas naturais, brindado todos os dias por um pôr-do-sol mais espetacular do que o outro. Minha irmã e meu cunhado moram no segundo andar da casa e destinaram o térreo para alugar por temporada (uma modalidade que em inglês é chamada de vacation rental), criando assim o Dolphin Dreams Kealakekua. Os ambientes são coloridos e arejados, totalmente equipados para oferecer conforto para até cinco hóspedes.

Para mergulhar na Kealakekua Bay, basta caminhar alguns passos pelo jardim e descer uma escada de pedra. O John e a Cindy são excelentes anfitriões e sabem das melhores dicas, e a localização do Dolphin Dreams Kealakekua é ótima para servir como base para outros passeios na Big Island. Recomendo muito, tanto para quem vai fazer uma viagem romântica quanto para quem for viajar com crianças ou um grupo de amigos. Mais detalhes, incluindo fotos e comentários de hóspedes, podem ser vistos no Airbnb e no VRBO.

TRANSPORTE

A companhia aérea que usamos foi a American Airlines. Também chamada de Island of Hawai‘i (Ilha do Havaí), a Big Island é a maior ilha do arquipélago que compõe o Havaí, que vem a ser o 50o estado dos EUA. Das ilhas havaianas, é a que está situada mais ao Sul. A denominação Big Island (Ilha Grande) evita a confusão entre o nome da ilha e o nome do estado. Possui dois aeroportos internacionais, o de Kona no lado Oeste, e o de Hilo no lado Leste. Hilo é a capital e a maior cidade da Big Island.

Na ida, as 21 horas de avião foram divididas em quatro voos: Rio de Janeiro–Miami, Miami–Houston, Houston–Los Angeles, Los Angeles–Kona. Na volta, tivemos três voos: Kona–Los Angeles, Los Angeles–Miami, Miami–Rio de Janeiro. Sem falar numa porção de horas de espera entre as conexões. Foi cansativo, mas por uma boa causa, e no fim das contas o desgaste para a minha filha (essa era a minha maior preocupação, pois ela está com apenas sete anos) foi bem menor do que eu tinha imaginado. Mascar chiclete é um hábito que eu e ela nunca tivemos, no entanto ajudou bastante nas decolagens e principalmente nas aterrissagens.

Para circular na Big Island, é preciso usar um carro, porque as opções de transporte público são escassas. Vi pouca gente andando de bicicleta, provavelmente devido ao sol forte e às várias subidas e descidas. Não é à toa que o Ironman World Championship é realizado no distrito de Kona anualmente, desde 1981.

PASSEIOS

1. Pu‘uhonua o Honaunau National Historical Park (Highway 160, Honaunau): Dos mais de 400 parques nacionais existentes nos Estados Unidos, quatro estão na Big Island. Visitamos todos os quatro; esse foi o primeiro. Fica na costa Sul da região de Kona, no lado Oeste da ilha.

No Havaí antigo, se um indivíduo quebrasse as leis sagradas da sociedade havaiana, estaria condenado à morte, a menos que conseguisse chegar a um local de refúgio (pu‘uhonua). Nesse local, estaria a salvo e seria absolvido por um sacerdote. Civis em tempos de guerra e guerreiros vencidos também encontravam proteção nos locais de refúgio. Devido à presença de chefes havaianos naquela época, as áreas denominadas Royal Grounds eram sagradas para os havaianos do passado — e são assim consideradas até os dias atuais.

A 1871 Trail é uma trilha que também integra o parque e contém ruínas havaianas, muita lava e uma bonita vegetação. Perto de lá fica a Coastal Trail, uma trilha costeira cheia de piscinas naturais, formadas pela água que a maré deposita sobre a lava. Na 1871 Trail, a Alahaka Ramp é uma rampa que oferece uma linda vista do mar e dos penhascos de lava.

Reconstrução do templo Hale o Keawe, no Pu‘uhonua o Honaunau National Historical Park
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Guardiões do templo Hale o Keawe, no Pu‘uhonua o Honaunau National Historical Park
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Royal Grounds, no Pu‘uhonua o Honaunau National Historical Park
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Piscinas de água do mar sobre a lava, na Coastal Trail, no Pu‘uhonua o Honaunau National Historical Park
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Ruínas havaianas ao longo da 1871 Trail, no Pu‘uhonua o Honaunau National Historical Park
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Vista da Alahaka Ramp, no Pu‘uhonua o Honaunau National Historical Park
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2. Pu‘ukohola Heiau National Historic Site (62-3601 Kawaihae Road, Kawaihae): Construído pelo rei Kamehameha I em 1790-1791, o Pu‘ukohola Heiau teria a função de realizar uma profecia de um poderoso sacerdote, que anunciou que a guerra civil terminaria se Kamehameha erigisse um templo (heiau) ao deus da guerra Ku (ou Kuka‘ilimoku), em Pu‘ukohola. É o maior templo restaurado do Havaí, e está situado na parte Noroeste da Big IslandKamehameha de fato unificou as ilhas havaianas, em 1810, após muitos anos de conflitos.

Templo Pu‘ukohola, Pu‘ukohola Heiau National Historic Site
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Parte de uma bancada no museu que funciona no centro de visitantes
do Pu‘ukohola Heiau National Historic Site
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3. Kaloko-Honokohau National Historical Park (73-4786 Kanalani St Unit 14, Kailua-Kona): Esse parque mostra como os antigos havaianos sobreviveram e prosperaram num território quente e árido, empregando técnicas ancestrais de pesca — como a construção de tanques nos quais os peixes entravam com a maré e depois acabavam retidos — e o valioso conhecimento da localização de água salobra que flui em diversos pontos do parque.

É também uma área bastante procurada por tartarugas marinhas (muitas das quais estão vendo seres humanos pela primeira vez em suas vidas), para se alimentar de algas e se aquecer ao sol, em delicadas piscinas formadas pelas marés. O parque encontra-se no lado Oeste da Big Island.

Tartaruga marinha na Honokohau Beach, no Kaloko-Honokohau National Historical Park
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Tanque de peixes e templo havaiano ao fundo, no Kaloko-Honokohau National Historical Park
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4. Hawai‘i Volcanoes National Park (1 Crater Rim Dr, Volcano): Começamos a visita com um almoço marcante na Volcano House, um misto de hotel, restaurante (The Rim Restaurant) e loja de lembranças de viagem, dentro do parque. Seu amplo restaurante e os apartamentos mais caros têm uma sensacional vista panorâmica do cume do vulcão Kilauea.

Hawai‘i Volcanoes National Park fica na região Sudeste da ilha e tem a peculiaridade de permanecer aberto 24 horas por dia, todos os dias do ano. É o terceiro maior parque dos Estados Unidos, logo após Yellowstone e Yosemite. Conta com áreas para quem quiser acampar e está repleto de trilhas, que podem ser percorridas também em excursões guiadas por guardas florestais. Bicicletas são permitidas somente em determinados locais.

O arquipélago havaiano é totalmente formado pela lava de seus vulcões, e Kilauea e Mauna Loa, dois dos vulcões mais ativos do mundo, ainda estão acrescentando território à Big Island. O Kilauea Visitor Center contém uma série de informações sobre o parque e sobre a evolução dos ecossistemas das ilhas, apresentadas em exposições e filmes, como o belo Born of Fire... Born of the Sea.

Já o Thomas A. Jaggar Museum é um museu dedicado à vulcanologia, e mostra mapas, objetos geológicos e equipamentos utilizados no estudo de vulcões, além da relação dos antigos havaianos com Pele (ou Pelehonuamea), a deusa do fogo e dos vulcões, cuja casa seria a cratera Halema‘uma‘u, no topo do vulcão Kilauea.

Crater Rim Drive consiste numa estrada com diversos trechos interessantes, como áreas com saídas naturais de vapor (Steam Vents), a gigantesca cratera Kilauea Iki — que em 1959 era um imenso lago de lava —, e o Thurston Lava Tube (também chamado de Nahuku) — uma caverna formada por um rio de lava no passado, e em cujo entorno pudemos caminhar por uma exuberante floresta de samambaias.

A Chain of Craters Road é outra estrada que vale a pena ser percorrida. É extraordinário, por exemplo, o local do derramamento de lava de Mauna Ulu, cuja erupção aconteceu em várias fases, entre 1969 e 1974. Onde hoje se vê lava e mais lava, havia antes uma densa floresta.

Gestantes, crianças e pessoas com problemas respiratórios ou cardíacos devem tomar um cuidado maior com os gases vulcânicos de dióxido sulfúrico, emanados em algumas partes do parque — embora o padrão usual dos ventos carregue os gases para longe das áreas abertas aos frequentadores. O Kilauea Visitor Center fornece boletins constantemente atualizados sobre a qualidade do ar.

Entre inúmeras outras espécies de plantas e animais, o Hawai‘i Volcanoes National Park abriga o nene, um pássaro que é o símbolo do estado do Havaí e está ameaçado de extinção. Eventualmente os nenes atravessam as estradas, e placas em certos pontos pedem atenção ao dirigir. Os nenes não devem ser alimentados, pois isso cria neles o hábito de pedir comida e faz com que se aproximem de veículos com essa finalidade, podendo acabar feridos ou atropelados.

Para quem pretende esperar o anoitecer para admirar o brilho da lava do vulcão Kilauea, seria uma boa ideia pernoitar num hotel. Realizar o passeio todo num só dia é viável, mas a volta à noite pode ser cansativa para quem está ao volante, porque que a região se torna bem escura. Convém ter em mente que, depois que o sol se põe, faz frio e venta muito no parque. Troquei de roupa ao anoitecer, mas, mesmo de calça comprida, casaco, cachecol e botas, achei o frio incrivelmente intenso.

Cratera Halema‘uma‘u, do vulcão ativo Kilauea, vista do restaurante
da Volcano House, no Hawai‘i Volcanoes National Park
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Saída de vapor, no Hawai‘i Volcanoes National Park
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Cratera Kilauea Iki, no Hawai‘i Volcanoes National Park
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Local do derramamento de lava de Mauna Ulu, no Hawai‘i Volcanoes National Park
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O brilho da lava do vulcão Kilauea, visto do Jaggar Museum, no Hawai‘i Volcanoes National Park
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As descrições acima estão longe de abranger tudo o que pode ser visto nos quatro parques nacionais da Big Island. São lugares fascinantes, que eu adoraria visitar novamente!

Alguns dos momentos mais especiais ocorridos nos parques nacionais estão relacionados com o Junior Ranger Program, um programa gratuito do National Park Service, com questões e atividades que as crianças podem fazer com a ajuda dos seus familiares, se for necessário. Dessa forma, são consolidadas informações importantes sobre os parques e sobre como as pessoas podem tentar protegê-los, hoje e no futuro. Minha filha adorou participar do programa; está guardando com o maior carinho os distintivos que ela conseguiu obter nos quatro parques nacionais da Big Island. Todos os guardas-florestais (rangers) — homens e mulheres — que verificaram suas respostas e os seus desenhos, ouviram o seu juramento e oficialmente declararam-na junior ranger em cada parque foram extremamente gentis.

5. Painted Church (84-5140 Painted Church Rd, Captain Cook): Com seu interior pintado pelo padre beneditino John Velge entre 1899 e 1904, é a igreja mais graciosa em que já estive. Localiza-se em South Kona, uma região cheia de fazendas do prestigiado tipo de café 100% Kona Coffee. Originalmente denominada St. Benedict Roman Catholic Church, é mais conhecida como Painted Church.

Padre Velge era um artista autodidata e adornou a igreja utilizando tintas comuns, usadas para pintar casas, sobre madeira comum. Inspirou-se na Catedral de Burgos, na Espanha, de estilo gótico, e adicionou uma dimensão tropical e havaiana à sua obra ao pintar palmeiras e um céu com estrelas e pássaros no teto. Naquela época, poucos havaianos sabiam ler, e as imagens tinham a função de ensinar passagens importantes da Bíblia. Em 1904, devido a problemas de saúde, padre Velge voltou para a Bélgica, seu país natal, e não pôde concluir alguns painéis.

Painted Church (St. Benedict Roman Catholic Church)
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6. Pololu Valley (Highway 270, North Kohala): Encontra-se no Norte de Big Island, no final de uma autoestrada, e tem uma vista fenomenal da costa Nordeste da ilha e seus penhascos verdejantes. A paisagem pode ser admirada ao longo de uma trilha que leva à Pololu Beach, uma praia de areia fina e muito escura, por ser originada de lava. Nadar não é recomendado, devido às fortes correntes.

No caminho, paramos rapidamente para ver a estátua original do rei Kamehameha I, na pequena cidade de Kapaau, efetivamente perto de onde nasceu o primeiro monarca do Havaí. Ali, gostei de ler os detalhes dos percalços ocorridos entre a elaboração da estátua na Europa, em 1880, e a sua chegada no Havaí, em 1912, passando por um naufrágio e um surpreendente resgate.

Pololu Valley
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Pololu Beach, vista da trilha
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Pololu Beach
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7. Kealakekua Bay: Passeamos quase todas as manhãs nessa deslumbrante reserva ecológica de vida marinha. Além de ser uma área de preservação ambiental, é um local histórico importante: ali aconteceu o primeiro grande contato entre havaianos e ocidentais, liderados pelo inglês James Cook (explorador, navegador, cartógrafo e capitão da Marinha Real Britânica), em 1779. Semanas depois, o capitão Cook foi morto por havaianos num confronto, nessa mesma baía. Posteriormente, foi erigido o Captain Cook Monument, um obelisco branco em sua homenagem.

Kealakekua Bay é perfeita para snorkeling, principalmente no entorno do Captain Cook Monument (na foto, é a área ao fundo, à direita), além de remo em caiaques e mergulho. Muitos turistas chegam a pé, pela Kaawaloa Trail, mas essa pode ser não ser a melhor maneira, porque a trilha é demorada, quente e exaustiva. É bastante aprazível ir até lá de caiaque ou em pranchas de SUP, como fizemos, partindo do outro lado da baía, onde está situado o Dolphin Dreams Kealakekua (o acesso pode ser feito de carro, descendo uma estrada sinuosa). Há também pessoas que frequentam a baía de barco ou a nado.

No meio da Kealakekua Bay, além do mar extremamente azul, é possível avistar golfinhos, tartarugas, peixes tropicais, ouriços e corais — num dia de excepcional visibilidade, enxergamos até mesmo o fundo da baía, vários metros abaixo da superfície. Estar perto de dezenas de golfinhos-rotadores foi espetacular. Baleias-jubarte costumam aparecer nos meses de inverno, que lá ocorre de janeiro a março.

A praia com coqueiros que é mostrada ao longe, no lado esquerdo da foto, é a Manini Beach, muito apropriada para relaxar, contemplar os penhascos da Kealakekua Bay, mergulhar, praticar snorkeling e fazer um piquenique numa das mesas disponíveis, à sombra das árvores do gramado. No lado Leste da baía, está situado o Hikiau Heaiu, um templo dedicado ao deus havaiano Lono.

Kealakekua Bay (com Manini Beach ao fundo, do lado esquerdo, e o Captain Cook Monument, 
do lado direito), vista da praia que fica em frente ao Dolphin Dreams Kealakekua
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OBSERVAÇÕES

1. Uma recomendação providencial da minha irmã foi a de utilizar de water socks nas praias da Big Island, geralmente cobertas de pedras de lava e pedaços de corais (todas as pedras pretas que aparecem nas minhas fotos são formadas por lava, e as eventuais pedras brancas são corais). Water socks são calçados que podem ser mergulhados na água, secam rapidamente, são bem ventilados e possuem solado antiderrapante. Protegem a sola dos pés, os dedos e as unhas. Logo no início da viagem, compramos water socks na loja Sports Authority (74-5450 Makala Blvd, Kailua-Kona); eu e a minha filha usamos em todos os dias da viagem, nas praias, nas trilhas e na ida ao vulcão Kilauea. [ATUALIZAÇÃO, 11/09/2016: A rede Sports Authority fechou, porém a loja Oshima Store (79-7400 Mamalahoa Hwy, Kealakekua) vende water socks, entre uma infinidade de artigos e alimentos.]

2. Convém colocar um saquinho para o lixo na bolsa ou na mochila, já que praticamente não há lixeiras pelas ruas e estradas, que por sinal são bem limpas. Cada um deve se responsabilizar por descartar seu lixo em casa ou no hotel, separando o que é reciclável e o que não é reciclável.

3. Com exceção do Hawai‘i Volcanoes National Park, não existem restaurantes e nem mesmo lanchonetes nos locais que citei. Levamos lanches, garrafas de água e água de coco em todos os passeios.

4. Pode ser útil andar com uma sacola leve e dobrável para eventuais compras. Nas lojas e nos supermercados, os clientes não recebem sacos plásticos para carregar os itens adquiridos. Sacos de papel podem ser providenciados pelos estabelecimentos, e às vezes são cobrados separadamente.

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LEIA TAMBÉM:

“Férias no Havaí, parte 2: restaurantes, produtos orgânicos e outras compras na Big Island”
“Resenha: bálsamo para o corpo e o rosto Healing Bee Balm, da Big Island Bees (Série Havaiana)”
“Resenha: bálsamo Rose Quartz Elixir, da Indigo Elixirs (Série Havaiana)”
“Resenha: tônico facial Bohemian Ruby Balancing Toner, da Leahlani Skincare (Série Havaiana)”

05 junho 2015

Resenha: sais de banho Moroccan Rose Bath Salts, da Ravenscourt Apothecary

Relaxar é um aprendizado, pelo menos no meu caso — fui criada num ambiente com uma exigência constante por produtividade. Pensando nisso, em meados de 2014 comecei a cultivar o hábito de fazer escalda-pés com a minha filha, que está com sete anos. Durante o escalda-pés, nós duas ficamos conversando e fazendo massagem uma na outra, meia hora antes do momento em que ela vai dormir. São experiências divertidas, serenas e carinhosas, que ambas adoramos. Os Moroccan Rose Bath Salts (Sais de Banho Rosa Marroquina, em português), da marca inglesa Ravenscourt Apothecary, tem sido o meu produto favorito para essa finalidade.

Moroccan Rose Bath Salt, da Ravenscourt Apothecary
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Os sais vêm numa garrafa de vidro transparente, com uma pequena tampa prateada e um rótulo com inspiração vintage. Não me canso de abrir a embalagem, para sentir o maravilhoso perfume de rosas verdadeiras. O aroma é intenso e persiste mesmo após a diluição. A fórmula conta com três ingredientes:
Sal rosa do Himalaia, pétalas desidratadas de rosa da Pérsia, óleo essencial de rosa do Marrocos.
O produto é artesanaltotalmente natural. Não é testado em animais e não contém substâncias de origem animal.

De acordo com a descrição dos Moroccan Rose Bath Salts no site da Ravenscourt Apothecary, o sal rosa do Himalaia tem ação curativa, regeneradora e desintoxicante, e é usado há séculos para tratar problemas de pele.

O óleo essencial de rosa é um dos óleos mais caros, e possui propriedades calmantes, refrescantes e harmonizadoras. Ajuda a restabelecer a conexão com a figura materna e com a energia feminina, sendo útil também para os homens. A rosa está associada à simbologia da beleza e do amor. O texto “A rosa, aroma símbolo do sagrado feminino”, de Vishwa Schoppan, traz uma série de informações interessantes sobre esses aspectos.

A minha filha não é tão atraída pelo cheiro do óleo essencial de rosa quanto eu, mas o aprecia muito em escalda-pés.

Para minimizar riscos, costumo proceder do seguinte modo:
1. Arrumo a área que iremos ocupar, retirando qualquer objeto que esteja no caminho. Normalmente ficamos no sofá da sala.
2. Deixo por perto os nossos chinelos e uma toalha, que servirá para secar os pés, ao final do spa caseiro.
3. Despejo um litro de água fria numa bacia e a levo para a sala, ajeitando-a em cima de um suporte firme, para que a altura seja confortável para uma criança apoiar os pés.
4. Levo mais água fria para a sala, em outro recipiente.
5. Fervo pouco mais de um litro de água numa panela e levo essa panela, tampada, para a sala.
6. Passo uma parte da água quente para a bacia, misturo bem e vou adicionando mais água quente ou mais água fria, dependendo da necessidade. A minha filha fica longe enquanto isso ocorre. Ao todo, são utilizados 3,5 litros de água, aproximadamente.
7. Quando a água chega à temperatura desejada, coloco uma pequena quantidade de sais (uma colher de chá, equivalente a 5ml) na água. A dosagem baixa é uma precaução fundamental na aplicação de aromaterapia em crianças.
8. Enquanto a minha filha fica com os pés na água, brincando com movimentos tranquilos para dissolver os sais, faço massagens no seu couro cabeludo, na nuca, nas costas, nos braços e nas mãos. Ela me diz se prefere que a intensidade seja mais forte ou mais fraca, se quer que eu repita a massagem em alguma área específica e se gostaria de ouvir música também.
9. No fim, seco seus pés com a toalha e lhe entrego os chinelos.
10. Na minha vez, ponho mais água quente na bacia, pois a essa altura a primeira água já terá esfriado.
11. Quando terminamos, descarto a água logo e guardo a bacia, para evitar acidentes.
12. Fazemos esse ritual uma ou duas vezes por semana. No verão, usamos água morna, quase fria.
O contato dos pés com a água traz sensações de conforto, limpeza e imensa leveza. O efeito é imediato, ao mesmo tempo relaxante e revigorante. O sal e o óleo essencial dão à água uma textura ligeiramente untuosa, e o perfume de rosa proporciona alegria e bem estar. Os pés tornam-se mais macios.

O preço dos Moroccan Rose Bath Salts é surpreendentemente acessível: apenas £8,00 por um vidro com 200g. Mesmo somando o frete para o Brasil, com código de rastreamento, e uma eventual incidência de taxas de importação (que no meu caso não aconteceu), o valor final contrasta com o que eu poderia imaginar, diante dos preços altíssimos que são cobrados pelo óleo essencial de rosa aqui no Brasil. Na minha transição para produtos orgânicos e naturais, fiquei impressionada com a ampla oferta de cosméticos com rosas que encontrei nos sites da Inglaterra.

A caixa foi enviada junto com um cartão de visita e uma carta impressa, pedindo que os sais sejam usados dentro de dois meses após o recebimento. Essa recomendação tem como objetivo a obtenção dos melhores resultados possíveis, não equivale ao prazo de validade do produto. Ainda assim, com o passar do tempo e as sucessivas aberturas do frasco, os componentes voláteis do óleo essencial vão se dissipando gradativamente, portanto convém não demorar anos na utilização.

Comprei esses sais na loja que Tanya Kuznetsova, a artesã responsável pela Ravenscourt Apothecary, mantém no portal Etsy, voltado para a comercialização de produtos feitos à mão: https://www.etsy.com/shop/RavensCtApothecary. O Brasil não fazia parte da lista dos países atendidos pela sua marca, mas quando entrei em contato ela criou uma venda específica para mim. Como era final de ano, o pacote demorou para ser entregue, mas fora dessa época crítica o tempo de espera das encomendas que faço em lojas britânicas está girando em torno de 40 dias corridos, ultimamente. O site da marca tem um formulário para contato: https://www.ravenscourtapothecary.com/get-in-touch/, e o cartão informa um número de telefone: +44 7935 807 428. A comunicação também pode ser realizada pelo sistema de mensagens do Etsy, disponível para quem se cadastrar nesse portal.

Gestantes, lactantes e pessoas cuja saúde requeira cuidados extras devem consultar um(a) bom(a) profissional da área médica antes de fazer uso de qualquer cosmético, inclusive os que são elaborados com óleos essenciais.

Mais informações sobre a Ravenscourt Apothecary já foram publicadas aqui no blog: “Resenha: perfumes literários femininos da Ravenscourt Apothecary: Jane Eyre, Elizabeth Bennet, Alice e Anne of Avonlea”.

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LEIA TAMBÉM:

“Resenha: perfumes literários femininos da Ravenscourt Apothecary: Jane Eyre, Elizabeth Bennet, Alice e Anne of Avonlea”
“Resenha: bálsamo Rose Quartz Elixir, da Indigo Elixirs (Série Havaiana)”
“Resenha: óleo corporal Rose Body Oil, da Dr. Hauschka – para adultos, crianças e bebês”
“Resenha: polvilhos Lavender & Tea Tree Body Powder, Geranium & Orange Body Powder e Baby Powder, da Neal's Yard Remedies”
“Aromaterapia: onde encontrar óleos vegetais orgânicos”

03 junho 2015

Resenha: Água Cheirosa Abebé, da Ewé

Gostei tanto da Água Cheirosa Abebé, da marca brasileira e artesanal Ewé, que o vidrinho mora na minha mesinha de cabeceira. Para eu cheirar de novo sempre que quiser. Para usar todos os dias. E para aproveitar as noites de sono especialmente deliciosas que tenho quando passo esse perfume na hora de dormir.

Miniatura da Água Cheirosa Abebé, da Ewé
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A fragrância Abebé está disponível como Água Cheirosa e como Extrato Cheiroso. A primeira opção é suave, a segunda é concentrada. Ambas existem em dois tamanhos. Comecei escolhendo uma miniatura da Água Cheirosa Abebé, que veio num frasquinho de vidro transparente, com válvula spray e uma pequena tampa de plástico, embrulhado em papel de seda e acompanhado de um pequeno cartão com informações. Podem ser vistos na foto que ilustra essa resenha. A miniatura tem 6,7cm de altura e 5ml de perfume. Custou R$16,25 na loja virtual da marca (http://ewe.tanlup.com/).

Depois encomendei a Água Cheirosa Abebé em tamanho normal, ao preço de R$68,75 por um vidro de 30ml, que virá num saquinho de tecido africano, costurado à mão. Amanhã minha compra será enviada de Salvador, pelo correio — mal posso esperar pela chegada aqui no Rio!

A lista de ingredientes, impressa num rótulo amarelo, é 100% naturalnão foi testada em animais e não contém aromas artificiais, corantes, conservantes e aditivos sintéticos. Está copiada abaixo.
Essências naturais, mel, extratos botânicos, água, álcool, águas florais e glicerina vegetal.
Para descrever esse perfume, ninguém melhor do que Mona Soares, a artesã que o criou. No cartão que vem junto com o frasco, ela diz:
“Celebração máxima dos mistérios femininos. Revela a beleza guardada. Autoaceitação. Sedução, prazer e valorização pessoal. Afrodisíaco.
Frescor cítrico envolto em flores brancas e amarelas, com fundo levemente adocicado.”
E apresenta mais detalhes no site da marca:
“Possui notas doces, frescas e sensuais. É a homenagem da Ewé à orixá Oxum. Feita com extratos de plantas como makassá, vanilla, além de derivados da abelha, como o mel e a cera. Possui ainda essências naturais de flores brancas e amarelas como jasmim, pluméria, calêndula e ylang ylang.”
No candomblé, os domínios de Oxum são o amor, a riqueza, a fecundidade, a gestação e a maternidade. Seu símbolo é um leque com espelho, o abebé. O amarelo é a cor associada a essa orixá, e coincide com a cor do líquido que carrega o perfume.

Uma fragrância elaborada, que transborda graciosidade e lindeza.

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LEIA TAMBÉM:

“Resenha: Manteiga de Murumuru, da Ewé”
“Resenha: Condicionador de Castanha, da Ewé”
“Resenha: Sabonete de Calêndula, da Ewé”
“Resenha: Sabonete de Massoia, da Ewé”
“Resenha: perfume botânico Bonfire Rose, da Phoenix Botanicals”
“Resenha: perfumes literários femininos da Ravenscourt Apothecary: Jane Eyre, Elizabeth Bennet, Alice e Anne of Avonlea”

17 maio 2015

Resenha: Batom Violeta Nude Matte, da Alva

Comprei o Batom Violeta Nude Matte, da marca alemã Alva, assim que soube que a Linha Matte (chamada de Matt Collection na Europa) havia chegado ao Brasil. Esse é um lançamento bem recente, mas conheço há anos produtos dessa empresa de cosméticos naturais com ingredientes orgânicos, por isso logo criei a expectativa de um batom muito macio, e mesmo assim me surpreendi com a sua cremosidade e a sua ação hidratante.

Batom Violeta Nude Matte, da Alva
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O Batom Violeta Nude Matte é exatamente o que o seu nome indica: um batom de acabamento opaco, que deixa os lábios com uma tonalidade neutra, leitosa, e uma cor levemente puxada para o violeta. Não uso sombras escuras ou de cores vibrantes, e não tenho sobrancelhas marcantes, por isso não costumo usar batom nude. Essa falta de familiaridade pode explicar meu espanto ao experimentar esse batom pela primeira vez, quando verifiquei que o efeito foi diferente do que eu havia imaginado a partir do swatch abaixo. Para fazer essa foto, apliquei algumas camadas de batom no meu antebraço, e a cor apareceu bastante, ficando mais escura que o tom da minha pele. Já nos meus lábios ocorreu o oposto: como são naturalmente rosados, a primeira camada desse batom já os tornou mais claros. Passando camadas adicionais, eles se apagam cada vez mais.

Batom Violeta Nude Matte, da Alva
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Testando o batom como blush em creme, cheguei a um resultado mais próximo do swatch, embora mais comedido. As maçãs do rosto ganharam uma coloração terracota, muito discreta, e ligeiramente cor-de-rosa.

Apreciei muito a sensação e a aparência de lábios bem tratados, protegidos. O produto tem alta cobertura e longa duração. Certamente o utilizarei até o fim, provavelmente aplicando apenas uma camada a cada ocasião. Será útil também como primer para outros produtos para os lábios, e para suavizar cores que sejam muito intensas para o meu gosto.

O Batom Violeta Nude Matte é um produto totalmente natural, vegan, com ingredientes orgânicos, certificado pela Ecocert e sem testes em animais. Na sua fórmula, destacam-se o extrato de semente de damasco orgânico, o polissacarídeo beta-glucano patenteado — que tem a função de fortalecer o sistema imunológico da pele —, o óleo de rosa mosqueta orgânica e o extrato de camomila orgânica. Segundo a marca, esse cosmético é adequado para peles sensíveis. Não contém óleo mineral, parafina, corantes artificiais, parabenos e nem qualquer outro conservante sintético. A lista completa de ingredientes está copiada a seguir. Acrescentei os termos correspondentes em português.
Octyldodecanol / octildodecanol, Prunus armeniaca kernel extract* / extrato de semente de damasco*, Ricinus communis seed oil* / óleo de semente de mamona (rícino)*, oleyl oleate / oelato de oleíla, hydroxistearic/linolenic/oleic polyglycerides / poliglicerídeos hidroxisteáricos/linoleicos/oleicos, silica / sílica, Copernicia cerifera cera* / cera de carnaúba*, tocoferol / tocoferol, Rosa rubiginosa seed oil* / óleo de semente de rosa mosqueta*, Helianthus annuus seed oil* / óleo de semente de girassol*, limonene / limoneno, parfum / perfume, citronellol / citronelol, geraniol / geraniol, yeast polysaccharides / polissacarídeos, Chamomilla recutita flower extract* / extrato de flor de camomila*, mica / mica. May contain / pode conter +/- : CI 77891, CI 77491, CI 77492, CI 77499, CI 77510, CI 77007, CI 77742.
* Organic ingredients / ingredientes orgânicos.
O batom possui um aroma agradável, de origem natural; tão ameno que não chego a senti-lo quando estou usando o produto. Outra característica interessante é a embalagem: todas as partes pretas que podem ser vistas na primeira foto dessa resenha são feitas de papel. Esse material, condizente com uma proposta de redução do impacto ambiental, atualmente passou a compor a embalagem da maioria dos itens de maquiagem da Alva. Não é uma iniciativa isolada, pois há anos algumas marcas (incluindo marcas convencionais) vêm oferecendo maquiagens em estojos feitos de papel. De todo modo, lançar batons em embalagens sem glamour requer uma boa dose de ousadia e de convicção na qualidade do produto propriamente dito.

Esse batom custou R$82,90 na loja virtual da marca (http://www.alvastore.com.br/), e vem com 4g. A validade é de 18 meses e recomenda-se o uso dentro de 12 meses após a abertura do tubo.

Fundada em 1988 por Martin Plassonke, na Alemanha, a Alva se mantém presente no Brasil por iniciativa de Ananda Boschilia. Os produtos podem ser encontrados também em diversas lojas multimarcas (ATUALIZAÇÃO, 23/03/2017: uma delas é a brasileira Capym Store, e esse é um link afiliado; mais informações em “Loja virtual: Capym Store”). As composições estão disponíveis online, o atendimento ao cliente (que funciona pelo telefone (47) 3433-6830 e pelo email contato@alvabrasil.com.br) é rápido e cordial, e todas as compras que fiz até o momento chegaram em segurança.

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14 maio 2015

Resenha: Bálsamo Emoliente Contorno dos Olhos, da Sal da Terra — para lábios, bochechas e sobrancelhas também

O outono e o inverno, com climas mais secos e frios, e banhos mais quentes, são épocas em que a tendência da minha pele ao ressecamento requer atenção redobrada. Tenho pele mista, e as áreas críticas do meu rosto costumam ser as bochechas, os lábios e eventualmente as têmporas. Com o uso de cosméticos naturais e ingredientes orgânicos, felizmente tenho passado bastante bem nos últimos dois anos, e tudo indica que 2015 também será tranquilo, especialmente graças ao Bálsamo Emoliente Contorno dos Olhos, da marca brasileira Sal da Terra, um produto natural com utilidades que vão muito além do que o seu nome sugere.

Bálsamo Emoliente Contorno dos Olhos, da Sal da Terra
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O Bálsamo Emoliente Contorno dos Olhos é um emoliente realmente eficaz, deixa a pele mais macia, hidratada e uniforme. Como a minha pele é oleosa na região dos olhos, só o uso nesse local raramente, quando o tempo está excepcionalmente frio. Buscando outras possibilidades de aplicação, me surpreendi positivamente ao testá-lo das seguintes formas:
1. Protetor labial: Proporciona conforto prolongado. Desde que comecei a utilizá-lo desse modo, há um ano e diariamente, notei que a pele delicada dos lábios e do seu entorno ficou mais flexível e lisa, sem descamações e sem áreas desidratadas. Esse bálsamo não deixa meus lábios grudentos e nem brilhosos demais. Sinto um sabor e um cheiro bem leves, de manteiga de karité.
2. Reforço na hidratação das bochechas e das têmporas: O produto derrete facilmente ao entrar em contato com a pele, e ajuda a preservar a umidade trazida pelo creme hidratante que aplico momentos antes. Uso-o dessa maneira apenas quando a temperatura está mais baixa, com vento frio. Sua ação na minha pele é bem duradoura. Mesmo sendo untuoso, não pesa na face e não a deixa excessivamente brilhante. 
3. Maquiagem incolor para sobrancelhas: Um dia experimentei passar um pouco do bálsamo nas sobrancelhas; elas ficaram mais alinhadas e ganharam uma aparência geral de frescor, como se eu tivesse acabado de lavar o rosto. Gostei muito e passei a incluir esse gesto no meu breve ritual de maquiagem.
A composição do Bálsamo Emoliente Contorno dos Olhos é 100% naturalvegana, artesanal e sem perfume. O produto não é testado em animais. Essa é a lista completa de ingredientes:
Manteiga de karité, óleos de argan orgânico, macadâmia e rosa mosqueta, vitamina E.
De acordo com a Sal da Terra, a manteiga de karité confere alta emoliência, além de possuir efeito antioxidante e atuar como filtro solar natural. Os óleos utilizados — de argan orgânico, macadâmia e rosa mosqueta — são prensados a frio e têm ação hidratante, regeneradora, rejuvenescedora e protetora contra os radicais livres. A vitamina E é de origem vegetal. Recomenda-se manter o produto na geladeira quando a temperatura ambiente for superior a 25 graus, para que ele permaneça sólido.

Está custando R$32,00 e vem num potinho redondo, de acrílico transparente, com 30g de bálsamo. A embalagem é simples e resistente, e fica bem fechada. Possui 4cm de diâmetro e 3,4cm de altura, e um rótulo cor de areia, colado na tampa de rosquear. O prazo de validade é de um ano e aparece em outra etiqueta, na base da embalagem.

O bálsamo é branco e apresenta um ótimo rendimento. No momento estou usando o meu segundo pote, mostrado na fotografia acima. O primeiro foi enviado pela dona da empresa, sem custo, junto com uma compra que eu tinha feito, há muitos meses. Como tive excelentes resultados com esse produto, adquiri a segunda unidade na loja virtual da marca (http://www.saldaterrasaboaria.com.br/), e vou comprá-lo novamente em breve, para guardar em casa, de reserva.

Informações sobre a Sal da Terra e sua fundadora foram publicadas recentemente aqui no Tantas Plantas, no texto “Resenha: Sabonete Líquido Oliva & Aloe, da Sal da Terra”.

Outras resenhas sobre o Bálsamo Emoliente Contorno dos Olhos podem ser encontradas nos blogs Lookaholic e Projeto Beleza Saudável.

OBSERVAÇÃO: Quando usei esse produto pela primeira vez, ele havia sido gentilmente enviado pela marca, sem custo algum. Escrevi essa resenha e recomprei o bálsamo porque fiquei efetivamente muito satisfeita.

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21 abril 2015

Resenha: Sabonete de Calêndula, da Ewé

Não me canso de cheirar o Sabonete de Calêndula, da marca artesanal e brasileira Ewé, e um detalhe importante é o fato de que esse é um produto sem perfume. Cosméticos naturais sem fragrância adicionada não são inodoros, eles possuem o cheiro natural do conjunto de ingredientes utilizados. Geralmente, para mim esse cheiro apenas “faz sentido”, e não me incomoda. O caso do Sabonete de Calêndula é diferente: ele tem um aroma discreto e agradável que eu efetivamente tenho vontade de voltar a sentir.

Sabonete de Calêndula, da Ewé
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Mona Soares, a fundadora da Ewé, produziu esse sabonete após ter feito um curso vivencial de plantas medicinais, em São Gonçalo do Rio das Pedras, Minas Gerais. A fórmula do sabonete inclui flores de calêndula orgânica trazidas de lá. O texto “Calêndula: a flor feita de sol”, do blog da Ewé, tem informações sobre as propriedades terapêuticas dessa planta tão empregada em cosméticos naturais e medicamentos fitoterápicos. A calêndula não deve ser usada internamente durante a gravidez. Na pele, é anti-inflamatória, antisséptica, regeneradora celular, cicatrizante suave e emoliente.

Sabonete de Calêndula me proporciona uma ótima sensação de limpeza balanceada, e me surpreendeu ao deixar o meu cabelo mais brilhante. É excelente para a minha pele seca do corpo, a pele mista do meu rosto e o meu cabelo normal, com uma certa tendência à oleosidade. Nos últimos anos, o uso sistemático e exclusivo de produtos naturais e com ingredientes orgânicos tem equilibrado essas diversas características de modo muito interessante — e de quebra reduziu drasticamente a quantidade de coisas necessárias no boxe do meu banheiro. Esse sabonete também é ideal para fazer a higiene da região íntima e para depilar as pernas, é possível que funcione bem para barbear. Pode ser utilizado também por crianças (ATUALIZAÇÃO, 22/06/2015: e também por bebês, segundo a descrição na loja virtual da marca).

A composição desse item 100% natural, artesanalvegano, cruelty-free e com uma quantidade expressiva de ingredientes orgânicos está copiada abaixo.
Óleos vegetais saponificados (palma*, licuri*, oliva e cupuaçu*), glicerina vegetal, tintura e pétalas de calêndula*, oleorresina de alecrim, resina de benjoim.
* Ingredientes orgânicos. 
Sabonete de Calêndula foi preparado pelo método hot process. No texto “Produção de sabonetes naturais artesanais: diferenças entre os métodos ‘a quente’ e ‘a frio’”, Mona explica algumas diferenças entre os métodos cold process e hot process. A grande maioria dos sabonetes que uso e menciono aqui no Tantas Plantas é elaborada pelo método de saponificação a frio; com esse Sabonete de Calêndula, pude conhecer um belo exemplar do método de saponificação a quente.

Sabonete de Calêndula, da Ewé
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Acho bonita a aparência rústica que o método hot process dá aos sabonetes. A coloração amarela do Sabonete de Calêndula se distribui de maneira irregular, com um efeito marmorizado que é acentuado pelas pétalas de calêndula que foram incorporadas ao sabonete. A barra mostrada nas fotos mede 6cm de comprimento, 6cm de altura e 3,3cm de espessura. O peso mínimo indicado na embalagem é de 110g. Por ser um artigo feito à mão, podem ocorrer pequenas variações entre um sabonete e outro. A validade é de 12 meses.

Rende vários banhos e várias lavagens do meu cabelo, e é ideal para viagens, por ser multifuncional (ocupa muito menos espaço) e sólido (diante da restrição de géis e líquidos na bagagem de mão). Forma uma espuma bem deslizante e de bolhas relativamente grandes. Convém manter o sabonete em recipiente drenado, que o deixe fora do contato direto com a água.

Duplamente embalado, o sabonete é primeiro envolvido num papel fino e branco, depois é embrulhado com um papel verde bem claro, enfeitado com palavras e desenhos carimbados de azul. O rótulo mostra as informações mais fundamentais, como a lista completa de ingredientes.

Comprei logo duas unidades, por R$16,50 cada, e com pagamento em depósito bancário. Tudo foi combinado diretamente com a artesã, por email (ewealquimias@gmail.com). Na loja virtual da Ewé (http://ewe.tanlup.com/), o valor seria um pouco maior (mas não muito mais elevado), porque a loja online está localizada dentro de um portal e aceita cartão de crédito. O envio normalmente é feito pelo correio, de Salvador para todo o Brasil, em caixas cuidadosamente arrumadas. Os produtos da marca são preparados em lotes reduzidos, que eventualmente se esgotam. Para saber se e quando determinado item voltará ao estoque, costumo escrever um email para a Mona Soares.

Mais informações sobre a a marca já foram publicadas no texto “Resenha: Manteiga de Murumuru, da Ewé”.

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13 abril 2015

Resenha: Sabonete Líquido Oliva & Aloe, da Sal da Terra

Encontrar um sabonete líquido nacional sem as substâncias polêmicas que tenho evitado foi uma tarefa difícil, e agravada pelo fato de muitas das opções que se encaixam nesse requisito terem perfumes fortes demais para mim, mesmo sendo compostos por ingredientes naturais. O Sabonete Líquido Oliva & Aloe, da marca artesanal e brasileira Sal da Terra, foi um verdadeiro achado, e já repeti a compra várias vezes desde 2013. Trata-se de um sabonete líquido no estilo do clássico sabão-de-castela, produzido com óleos vegetais saponificados e sem o acréscimo de qualquer agente formador de espuma, como o lauril sulfato de sódio, entre tantos outros. É biodegradávelvegan, cruelty-freesem perfume.

Sabonete Líquido Oliva & Aloe, da Sal da Terra
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Assim como todos os produtos da Sal da Terra, é 100% naturalnão é testado em animais e não contém substâncias sintéticas, derivados do petróleo, parabenos, BHT/BHA, liberadores de formol, sulfatos, corantes artificiais. A lista de ingredientes, extremamente sucinta, está copiada a seguir.
Óleos saponificados de oliva extravirgem, de palmiste orgânico e kosher, e de mamona; extrato botânico de Aloe vera; e vitamina E vegetal.
Tem uma cor muito clara, transparente, e uma consistência bem rala, nada parecida com a dos sabonetes líquidos convencionais. É bastante fácil de espalhar e enxaguar, por isso rende bem, mesmo com uso frequente. Por ser extremamente deslizante, gosto de usá-lo para depilar as pernas, e por isso imagino que possa servir para fazer a barba também.

A espuma é muito discreta, mas eficiente. Deixa a pele limpa, sem ressecá-la. Aqui em casa, o Sabonete Líquido Oliva & Aloe tem sido muito usado para lavar as mãos. É suave, hidratante e apropriado tanto para a limpeza do corpo quanto do rosto, das mãos e da região íntima. É indicado também para crianças.

Pode funcionar como base para aromaterapia. Não há fragrância adicionada, no entanto convém informar que esse produto possui um cheiro que remete aos óleos vegetais da sua composição, e por sinal está mais para cheiro de sabão do que para cheiro de sabonete. A Sal da Terra oferece outras opções de sabonete líquido que já vêm aromatizadas.

Está custando R$ 25,50 na loja online da marca (http://www.saldaterrasaboaria.com.br/). A embalagem antigamente era de plástico transparente, depois mudou para outra, mais resistente e de plástico âmbar bem escuro, que é melhor para evitar que o produto se estrague com a incidência de luz. Vem com 250ml de sabonete líquido e uma boa válvula pump, associada a uma trava que evita vazamentos. É uma embalagem ótima para reutilização. O rótulo é simples, e na minha última compra veio um pouco diferente, mas na mesma linha do rótulo que aparece na foto acima. A validade é de 12 meses.

Sal da Terra foi fundada em 2009 por Aline Bolzan, uma farmacêutica e especialista em acupuntura, mestre em ciências farmacêuticas e atualmente doutoranda em nanociências. Seu amor pelas plantas, seus aromas e suas propriedades fica evidente nos produtos e no site da marca, assim como a dedicação e a gentileza de Aline sempre fazem parte da sua comunicação com os(as) clientes. Dúvidas, sugestões, críticas e elogios podem ser enviados para o email saldaterrasaboaria@yahoo.com.br. As novidades são divulgadas no Facebook: https://www.facebook.com/saldaterra.saboarianatural.

As encomendas são despachadas da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e são entregues em todo o Brasil, pelo correio, via PAC ou Sedex. Chegam com um brinde delicado e atencioso, como uma miniatura de algum produto ou uma fatia de bucha vegetal, por exemplo. A loja virtual inclui um desconto automático de 5% nas compras pagas por depósito bancário, e oferece frete gratuito para compras acima de R$ 200,00. Os pagamentos podem ser feitos por cartão de crédito, boleto bancário e depósito em conta corrente.

Outra resenha sobre o Sabonete Líquido Oliva & Aloe pode ser lida no blog Projeto Beleza Saudável.

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10 abril 2015

Resenha: manteiga corporal Creamy Cocoa Butter Every Day Body Moisturizer, da Badger

Gosto muito do cheiro e das propriedades regeneradoras, suavizantes e protetoras da manteiga de cacau, por isso fiquei bastante interessada quando vi o Creamy Cocoa Every Day Body Moisturizer (Hidratante Corporal Diário Cacau Cremoso, em tradução livre), da marca norte-americana Badger. Meu interesse aumentou ainda mais quando li que a manteiga de cacau usada tem certificação Fair Trade, além de ser orgânica, e dá ao produto um aroma de chocolate. Quando minha encomenda chegou, vi que o cheiro é mesmo delicioso, e toda vez que abro a latinha tenho vontade de comer tudo!... Curiosamente, o Creamy Cocoa Butter Every Day Body Moisturizer é um produto tecnicamente sem perfume, pois não é aromatizado nem mesmo com óleos essenciais.

Creamy Cocoa Butter Every Day Body Moisturizer, da Badger
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

Além da manteiga de cacau, conta com os benefícios de ingredientes como azeite de oliva, óleo de coco, óleo de jojoba, cera de abelha proveniente de manejo saudável e extratos de sea buckthorn, rosa mosqueta e calêndula. Sua fórmula é 100% orgânica, e portanto também 100% natural, e apresenta o selo USDA Organic. É cruelty-free, assim como todos os demais itens da Badger. Anotei abaixo a composição completa e acrescentei os termos traduzidos.
Theobroma cacao (Fair Trade certified cocoa) butter* / manteiga de cacau (cacau certificado Fair Trade)*, Olea europaea (extra virgin olive) oil* / óleo de oliva extravirgem*, cera alba (beeswax)* / cera de abelha*, Cocos nucifera (coconut) oil* / óleo de coco*, Ricinus communis (castor) oil* / óleo de rícino/mamona*, Simmondsia chinensis (jojoba) oil* / óleo de jojoba*, CO2 extracts of / extratos obtidos com dióxido de carbono de: Rosmarinus officinalis (rosemary)* / alecrim*, Hippophae rhamnoides (Seabuckthorn)* / espinheiro-do-mar*, Rosa canina (rosehip)* / rosa mosqueta* & Calendula officinalis (calendula)* / e calêndula*.
* = Certified organic / * = orgânico certificado.
Esse hidratante possui a composição típica dos bálsamos (balms) que costumo ver nos sites das marcas naturais e orgânicas estrangeiras: óleos vegetais, cera de abelha, e extratos vegetais ou óleos essenciais. Aqui no Brasil, esse tipo de produto pode ser entendido como pomada ou unguento. Os produtos chamados de manteigas (butters) geralmente não contêm cera de abelha.

Os bálsamos têm ação hidratante por formar uma barreira que ajuda a pele a reter umidade por mais tempo. Não levam água em sua composição. Se forem passados na pele úmida, seu poder de atuação aumenta. Normalmente uso o bálsamo logo após aplicar uma camada de loção hidratante, nas áreas mais secas do meu corpo.

Quem já conhece o blog provavelmente leu o texto “Meu relato sobre dermatite atópica e o uso de produtos naturais com ingredientes orgânicos”. O Creamy Cocoa Butter Every Day Body Moisturizer é um dos itens que não poderiam deixar de ser citados. Sempre que o utilizo, noto claramente que a pele fica mais hidratada e mais resistente. A sensação é de cuidado, tratamento especial. Não é um produto que eu passo e esqueço que passei, pois ele se faz presente ao tato e ao olfato, mas ao mesmo tempo se incorpora totalmente à pele e lhe confere um acabamento sequinho — no bom sentido, em oposição a engordurado. Fica ótimo nas mãos, antes de dormir, e é muito eficaz no combate ao ressecamento de joelhos, cotovelos, unhas e cutículas. Também adoro usá-lo no corpo inteiro, principalmente de noite e logo após um banho relaxante, e nesse caso dispenso a camada prévia de loção hidratante.

Acho-o particularmente útil após a exposição ao sol, à água do mar e ao cloro de piscina. E serve para massagem e para hidratar a pele depois da depilação com lâmina que faço nas pernas. Funciona bem como demaquilante: durante suas brincadeiras, às vezes minha filha faz pinturas no rosto com lápis de olho na cor preta (escolho sempre opções de marcas naturais para ela usar, sem as substâncias potencialmente nocivas que temos o hábito de evitar), e com esse produto ela remove tudo sozinha, com a maior facilidade. De acordo com a Badger, esse cosmético também é indicado para gestantes e crianças.

Consiste numa pomada amarela e macia. Mesmo em dias frios, a textura não fica muito dura. Vem numa lata colorida, de metal e resistente, com 7cm de diâmetro, 2,5cm de altura e 56g de conteúdo. A impressão das letras e do desenho do texugo que dá nome à marca é perfeita: não descasca e dificilmente fica arranhada. Ganha uma proteção extra com uma caixa de papelão, que foi modificada, e atualmente gasta menos papel. A foto que ilustra essa resenha foi feita há um certo tempo e mostra a caixa antiga. Desde que experimentei o produto pela primeira vez, anos atrás, já o recomprei novamente uma porção de vezes, inclusive para dar de presente.

De acordo com a Badger, os produtos da marca que vêm em latinhas têm um prazo de validade de 3 anos, contanto que estejam estocados em condições adequadas. Além dessa data, as embalagens trazem um símbolo indicando o prazo ideal de utilização, contado a partir do momento em que a latinha é aberta pela primeira vez. No caso do Creamy Cocoa Butter Every Day Body Moisturizer, a informação impressa é de 6 meses, mas pode ele continuar estável para uso por muitos meses depois. A seção de perguntas frequentes do site da marca traz essas e diversas outras informações.

O rendimento é excepcional; a marca diz que uma quantidade pequena vai longe, e pude constatar que é verdade. O preço é US$12,99. Compro na loja virtual iHerb*, que vende esse e inúmeros outros produtos com um desconto, que inclusive vai aumentando de acordo com o número de unidades adquiridas.

* Somente na sua primeira compra na iHerb, o(a) cliente que digitar o código “QUS647” no checkout poderá receber até US$10,00 de desconto. Mais informações no texto “Loja virtual: iHerb”.

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LEIA TAMBÉM:

“Resenha: Badger Night-Night Balm, para crianças”
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“Resenha: primer Stratus Instant Skin Perfector, da Vapour, e pó facial translúcido Rose Silk Finishing Powder, da Jurlique”

01 abril 2015

Resenha: Loção Hidratante Copaíba, da Cativa

Há mais de quinze anos, eu trabalhava numa editora de livros, e uma colega contou que estava se tratando com cápsulas de copaíba. A informação mais curiosa se referia ao sabor: ela disse que a copaíba tinha “gosto de gaveta”. No ano passado, quando vi que a marca brasileira Cativa possui uma linha de produtos elaborados com óleo de copaíba e indicados para peles sensíveis, me lembrei dessa história e comprei alguns itens para experimentar.

Loção Hidratante Copaíba, da Cativa
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

Fiquei muito satisfeita com a Loção Hidratante Copaíba, que associa ativos orgânicos e naturais da Amazônia: óleo de copaíba, óleo de andiroba e manteiga de cupuaçu. Segundo a marca, o produto complementa o tratamento de peles delicadas, com tendência a psoríase e dermatites. Sua fórmula contém 86,4% de insumos orgânicos rastreados, é vegan e cruelty-free. Está copiada logo a seguir, junto com os termos correspondentes em português.
Copaifera officinalis oil / óleo de copaíba, Linum usitatissimum seed oil* / óleo de linhaça*, Carapa guaianensis seed oil* / óleo de andiroba*, Theobroma grandiflorum seed butter* / manteiga de semente de cupuaçu*, Melaleuca alternifolia leaf water* / hidrolato de tea tree (melaleuca)*, cetearyl glucoside and sorbitan olivate / glicosídeo cetearílico e olivato de sorbitano, cetearyl alcohol / álcool cetearílico, sodium citrate / citrato de sódio, xanthan gum / goma xantana, glycerin / glicerina, benzyl alcohol and dehydroacetic acid / álcool benzílico e ácido deidroacético, Aloe barbadensis extract / extrato de aloe vera, methylheptyl isostearate / isoestearato de metilheptilo, Lavandula officinalis essential oil / óleo essencial de lavanda, linalool / linalol.
* Insumos orgânicos.
Hidratante corporal sempre foi um item crítico para mim, devido ao meu histórico de dermatite atópica  uma doença crônica e não contagiosa que causa inflamação na pele e tem o ressecamento como uma das características mais frequentes. Felizmente, o quadro está bem controlado e há anos não tenho sintomas. A utilização de cosméticos naturais com ingredientes orgânicos contribui decisivamente para esse resultado; o texto “Meu relato sobre dermatite atópica e o uso de produtos naturais com ingredientes orgânicos” contém informações mais detalhadas.

O aroma dessa loção é amadeirado, lenhoso, bem característico da copaíba, e conta com a presença equilibrante do óleo essencial de lavanda. Me agrada muito, mas já notei que a copaíba não é uma unanimidade. Para mim, esse produto tem o cheiro ideal para começar um dia cheio de tarefas, pois me inspira centramento e firmeza. De todo modo, a intensidade inicial da fragrância se dissipa com rapidez.

Conversando com a proprietária da Cativa, soube que vários clientes gostam de usar esse hidratante como loção pós-barba, devido ao resultado calmante e regenerador, além do excelente rendimento.

De modo geral, a Loção Hidratante Copaíba me proporciona uma grande sensação de suavidade e conforto, que dura o dia todo. É completamente absorvida em instantes, sem deixar um resíduo oleoso na pele. Já as minhas pernas são especialmente ressecadas, e podem precisar de um cuidado mais intensivo nos dias de clima ameno ou frio. Nesse caso, após o banho e depois de passar a loção na pele úmida, coloco nessa área uma leve camada de algo mais emoliente, como a Manteiga de Murumuru, orgânica, da marca artesanal e brasileira Ewé, ou a pomada Creamy Cocoa Butter Everyday Body Moisturizer, à base de manteiga de cacau orgânica e fair trade, da empresa norte-americana Badger.

Loção Hidratante Copaíba está custando R$56,00 e vem num frasco de plástico escuro, resistente, com uma boa tampa flip-top da cor de ouro velho, rótulo colorido e capacidade para 240ml. A textura é de loção cremosa e a cor é branca. O rendimento é mesmo notável, cada frasco dura bastante tempo comigo, mesmo usando duas vezes por dia e no corpo inteiro.

Fundada em 2008 por uma empresária e socióloga de formação, conhecida como Rose Cativa, a Cativa Natureza é a primeira rede brasileira de lojas físicas especificamente voltadas para a venda de cosméticos com insumos orgânicos rastreados. Os produtos apresentam selos de certificação do IBD e são sistematicamente analisados para atestar a ausência de metais pesados em suas formulações, uma medida de segurança valiosíssima. Sempre que possível, são priorizados os produtores orgânicos pequenos e médios. Não são feitos testes em animais. Num país cujo mercado de produtos orgânicos de cuidados pessoais ainda tem pouquíssima visibilidade, a verve empreendedora, a responsabilidade e a dedicação da Rose Cativa merecem destaque e o maior reconhecimento.

Atualmente, além de duas lojas no Paraná (sendo uma delas a loja matriz, localizada no Mercado Municipal de Orgânicos, em Curitiba), a rede possui franquias nos estados de São Paulo e do Ceará, e atende clientes de todo o Brasil por meio de uma loja online própria: http://www.lojacativa.com.br. O site abriga uma profusão de itens e mereceria uma disposição mais padronizada e intuitiva, que facilitasse a pesquisa dos produtos. O frete é gratuito para compras acima de R$200,00 e o pagamento pode ser feito com cartão de crédito (via PagSeguro), boleto bancário ou depósito em conta — modalidade na qual o(a) cliente usufrui de um abatimento de 3%.

Nas lojas físicas funciona o Projeto Cativa Natureza Sustentável, com urnas para o descarte as embalagens da marca. Ao participar do projeto, levando as embalagens vazias a uma loja Cativa, o(a) cliente recebe na hora um desconto na compra de qualquer produto do local.

Para dúvidas e sugestões, pode-se entrar e contato pelo telefone (41) 3363-0905 ou num formulário virtual, na página “Contato”. Lançamentos e dicas são frequentemente divulgados no Facebook: https://www.facebook.com/CativaNatureza.

29 março 2015

Promoção: Feel Unique

Até 31 de março, a multimarcas inglesa Feel Unique está oferecendo 10% de desconto em todos os produtos, inclusive os que já estão em promoção (seção Clearance Sale). O código a ser digitado na hora de efetuar o pagamento é “SUMMERTIME10”.

site entrega em todos os países e o frete é gratuito nas compras acima de £10,00. Mais detalhes podem ser encontrados no texto “Loja virtual: Feel Unique”. Como são vendidas tanto marcas naturais quanto marcas convencionais, quem está fazendo a transição para cosméticos naturais (e orgânicos, de preferência) precisa avaliar as listas de ingredientes de cada produto antes de comprar.

Os itens abaixo estão disponíveis nessa loja virtual e já foram comentados aqui no blog. A maioria é adequada também para crianças. As resenhas podem ser acessadas clicando nos nomes dos produtos.


Quem já é cliente da loja provavelmente terá recebido um email com um desconto um pouco maior.

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27 março 2015

Resenha: perfumes literários femininos da Ravenscourt Apothecary: Jane Eyre, Elizabeth Bennet, Alice e Anne of Avonlea

Tenho uma queda por literatura inglesa desde os tempos de colégio, e fiquei fascinada ao encontrar os perfumes literários femininos da Ravenscourt Apothecary, uma marca artesanal localizada no sudoeste da Inglaterra. Sua fundadora, Tanya Kuznetsova, é uma fotógrafa formada em Letras, e já viveu na Rússia, nos Estados Unidos, na Irlanda e no Reino Unido. Lançou a Ravenscourt Apothecary em 2013, aproveitando toda a experiência que obteve como gerente do departamento de beleza de uma grande farmácia norte-americana, e reunindo elementos que são importantes para ela: ingredientes simples, vegetarianos e locais; cuidar do corpo da forma mais natural possível; literatura vitoriana.

Amostras de perfumes literários femininos: Jane Eyre,
Elizabeth Bennet, Alice e Anne of Avonlea, da Ravenscourt Apothecary
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

Adquiri alguns produtos na loja virtual da marca, dentro do Etsy, um portal especializado em produtos artesanais que reúne empreendedores e clientes do mundo todo (https://www.etsy.com/shop/RavensCtApothecary). Os pagamentos são feitos por intermédio do PayPal, e podem ser efetuados também por pessoas que não têm conta ali, mas possuem cartão de crédito internacional.

As entregas são enviadas pelo correio, e na verdade o Brasil não fazia parte da lista dos países com os quais a Ravenscourt Apothecary trabalha. Escrevi uma mensagem para a Tanya perguntando sobre a possibilidade de fazer uma entrega no meu endereço, e ela prontamente respondeu que sim, desde que fosse utilizada uma modalidade um pouco mais cara, com rastreamento do percurso completo.

O porém das compra à distância é a imensa demora das instituições brasileiras, que dão um prazo de 50 dias úteis (!) entre a entrada do pacote em território nacional e sua efetiva chegada no endereço do(a) destinatário(a). Somam-se a isso o tempo que as mercadorias levam para ser postadas e o tempo em que o material fica em trânsito, entre o seu país de origem e o nosso. Fiz a encomenda no final de novembro, uma época complicada devido ao grande número de envios e de feriados, e só na segunda quinzena de fevereiro recebi a caixa, cuidadosamente embalada. Como adorei os produtos, a espera certamente valeu a pena.

Escolhi o Women's Fragrance Sampler (Mostruário de Perfumes Femininos): um conjunto de amostras de perfumes literários femininos que custa £10,00 e consiste em quatro frasquinhos de vidro, de 1ml cada, um volume que de acordo com a marca é suficiente para pelo menos quatro ou cinco aplicações. Por experiência própria, já sei que comigo cada vidrinho vai render o dobro dessa estimativa, ou até mais.

Os frascos são tubinhos transparentes, com tampas de plástico, do tipo que vem com uma haste fina acoplada. Essas tampas fecham tão bem que tenho dificuldade para abri-las. O lado bom é que isso reduz bastante a probabilidade de ocorrer qualquer vazamento.

Esses são os nomes dos perfumes que compõem o Women's Fragrance Sampler, suas origens e suas listas de ingredientes:
Jane Eyre, em homenagem à personagem do livro homônimo de Charlotte Brontë. Composição: óleo de coco fracionado, óleo essencial de rosa, óleo essencial de bergamota, óleo essencial de sálvia.
Elizabeth Bennet, inspirado na personagem da obra Orgulho e preconceito, de Jane Austen. Composição: óleo de coco fracionado, óleo essencial de anis, óleo essencial de manjericão, óleo essencial de mandarina, óleo essencial de limão.
Alice, elaborado em torno da personagem do livro Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll. Composição: óleo de coco fracionado, óleo essencial de néroli, óleo essencial de jasmim, óleo essencial de mandarina.
Anne of Avonlea, baseado na personagem da obra Anne de Green Gables, de Lucy Maud Montgomery. Composição: óleo de coco fracionado, óleo essencial de ilangue-ilangue, óleo essencial de lavanda, óleo essencial de mandarina doce.
Fiquei surpresa ao ver que gostei muito de todas as quatro opções, apesar de cada uma delas incluir um óleo essencial que não me atrai: sálvia, anis, néroli e ilangue-ilangue, respectivamente. Achei as fragrâncias elegantes, delicadas e extremamente agradáveis. Tenho usado todas; minha preferida é a Jane Eyre.

Cada fragrância da marca é 100% natural, vegan, cruelty-free e não contém álcool, ftalatosparabenos. Por serem perfumes botânicos à base de óleo, sem a adição de fixadores sintéticos ou qualquer outro ingrediente artificial, não se pode esperar deles a longa duração característica de tantos perfumes convencionais. Na minha pele, consigo sentir os aromas por um período de três horas. O óleo de coco fracionado utilizado é bem fluido, o que faz com que os perfumes literários sejam absorvidos sem deixar vestígios, mesmo quando são colocados no cabelo.

Além dos kits de amostras, os perfumes estão disponíveis em tamanho normal (vidrinhos de 10ml de óleo, com tampas de rosquear, que custam £25,00 por unidade e vêm em caixinhas ideais para presentear e para proteger o conteúdo da luz) e em estojos (com espelho e recheados de perfume sólido ao preço de £45,00). Todas as formas de apresentação têm uma estética vintage que combina muito com o estilo clássico dos aromas.

Além desses perfumes literários femininos, a Ravenscourt Apothecary oferece: perfumes literários masculinos (Mr. Rochester, o par romântico de Jane Eyre; Mr. Darcy, correspondendo a Elizabeth Bennet; Dorian Grey, o personagem da obra O retrato de Dorian Grey, de Oscar Wilde; e Heathcliff, do livro O morro dos ventos uivantes, de Emily Brontë); o perfume literário The Secret Garden (inspirado na obra homônima de Frances Hodgson Burnett); perfumes botânicos feitos com chás (Green Tea, Lapsang Souchong, Vanilla Rooibos e Earl Grey); sabonetes artesanais; sais de banho; protetores labiais; bálsamos e manteigas corporais, entre outros itens.

No blog da marca (https://www.ravenscourtapothecary.com/blog/), Tanya Kuznetsova publica textos concisos e fotos muito bonitas. Para entrar em contato com ela, podem ser usados o formulário https://www.ravenscourtapothecary.com/get-in-touch/ e o telefone +44 7935 807 428.

Grávidas e mulheres que estejam amamentando devem consultar um(a) médico(a) antes de utilizar produtos elaborados com óleos essenciais.

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LEIA TAMBÉM:

“Resenha: sais de banho Moroccan Rose Bath Salt, da Ravenscourt Apothecary”
“Resenha: perfume botânico Bonfire Rose, da Phoenix Botanicals”
“Resenha: Badger Night-Night Balm, para crianças”
“Resenha e loja virtual: desodorante Soapwalla Deodorant Cream”
“O que é importante saber antes de comprar em sites estrangeiros”
“Por que tanta preocupação com a composição dos cosméticos?”

24 março 2015

Bruxismo e massagem com os bálsamos Mugwort Balm e Sweet Birch Balm, da Phoenix Botanicals

Adormeço com facilidade e meu sono é ininterrupto, mas ao mesmo tempo tenho bruxismo. Como nunca sinto dor de cabeça (um dos sinais mais comuns), só vim a saber dessa disfunção quando me casei e o meu então marido percebeu que eventualmente eu rangia os dentes enquanto dormia. Logo procurei uma periodontista, que me providenciou uma placa miorrelaxante — também chamada de placa interoclusal, entre outros nomes. A minha é um aparelho de acrílico, moldado de forma a cobrir toda a arcada dentária superior. Essa placa evita o desgaste dos dentes, minimiza o ruído causado pelo atrito, alivia as articulações temporomandibulares (ATM) e, em alguns casos, induz o relaxamento da musculatura dessa região. Também adotei medidas para reduzir o estresse em geral, mas sempre deixei de lado uma sugestão simples e que eu já havia recebido várias vezes: fazer automassagem no rosto com regularidade.

Mugwort Balm e Sweet Birch Balm, da Phoenix Botanicals
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

Quando uma pessoa muito próxima e que também tem bruxismo me ensinou uma série de movimentos, passei a me interessar mais por esse tipo de massagem. Tenho me dedicado a fazê-la praticamente todas as noites ultimamente. A massagem é executada com as pontas dos dedos, e pode ser realizada sem qualquer acessório, mas após uma porção de testes vi que a melhor forma de todas, para mim, inclui o bálsamo Mugwort Balm (Bálsamo de Artemísia), da marca artesanal norte-americana Phoenix Botanicals.

Esse bálsamo é preparado com folhas de artemísia colhidas em seu ambiente natural e posteriormente maceradas em óleos vegetais orgânicos. A infusão pronta é acrescida de manteiga de karité orgânica e cera de abelha proveniente de pequenos fornececedores locais, resultando numa pomada terapêutica. Vem numa latinha de metal prateado com 4cm de diâmetro, 1,5cm de altura e aproximadamente 15g de produto, perfeita para levar na bolsa e em viagens. O prazo de validade é de um ano, ótimo em se tratando de um item que não contém conservantes e qualquer tipo de substância sintética em sua composição. Cada latinha custa US$7,00 e chega dentro de um pequeno saco de algodão cru, que pode servir como embrulho para presente e saquinho reutilizável de chá.

A artemísia é empregada na moxaterapia, uma técnica da medicina tradicional chinesa. A planta é indicada pela Phoenix Botanicals por suas propriedades aromáticas, suavizantes, levemente aquecedoras, anti-inflamatórias e analgésicas, além de sua atuação sobre os sonhos e a intuição. Um novo lote está previsto para o início do verão (do calendário do Hemisfério Norte), época em que os arbustos de artemísia estarão prontos para a colheita.

A textura do Mugwort Balm é densa na medida certa para uma massagem profunda nas laterais da face, e sua cor verde convida à contemplação. O cheiro da cera de abelha se mistura ao perfume natural da artemísia e forma um aroma misterioso e inspirador. Promove uma verdadeira sensação de relaxamento; deixa a pele acetinada e nada engordurada. Como eu não vinha apresentando problemas relacionados a sonhos e intuição, a influência do produto nesses aspectos tem sido mais difícil de observar; de todo modo notei que a massagem com esse bálsamo realmente me faz descansar mais.

Para evitar o uso prolongado e contínuo do Mugwort Balm — uma precaução a ser considerada em qualquer tipo de tratamento, seja alopático ou alternativo —, estou fazendo pequenos intervalos periodicamente, nos quais o substituo pelo bálsamo Sweet Birch Balm (Bálsamo de Bétula), também da Phoenix Botanicals.

Sweet Birch Balm é bem parecido com o Mugwort Balm, em termos de elaboração, consistência, efeito e acabamento. O preço e a embalagem são os mesmos. A cor é puxada para o amarelo e o aroma é diferente, mais sutil. O rótulo do Sweet Birch Balm destaca sua ação refrescante, hidratante e anti-inflamatória. Os ramos dessa planta contêm um composto semelhante ao ácido salicílico. A colheita da bétula é feita no inverno do Hemisfério Norte.

Ambos também são adequados para unhas, cutículas, mãos e lábios, e para massagens em áreas pouco extensas, como a nuca e os ombros. Não possuem um sabor perceptível. As listas completas de ingredientes dos dois bálsamos estão copiadas e traduzidas abaixo.
Mugwort Balmmugwort (Artemisia vulgaris) / artemísia, organic olive oil / óleo de oliva orgânica, organic shea butter / manteiga de karité orgânica, beeswax / cera de abelha, organic jojoba oil / óleo de jojoba orgânica.
Sweet Birch Balmsweet birch (Betula lenta) / bétula, organic olive oil / óleo de oliva orgânica, organic shea butter / manteiga de karité orgânica, beeswax / cera de abelha, organic jojoba oil / óleo de jojoba orgânica.
Esse relato diz respeito a produtos que funcionaram bem no meu caso específico e não deve ser usado em generalizações. Cada pessoa tem seu conjunto único de características, particularidades e preferências. Plantas medicinais podem apresentar algumas contraindicações e interações adversas. Grávidas e mulheres que estejam amamentando, além de qualquer pessoa que precise ter maior atenção com a saúde, devem tomar mais cuidado ao utilizá-las. Convém confirmar suas escolhas com um(a) médico(a) que seja bem-informado(a) sobre fitoterapia.

Quem acompanha o blog há um bom tempo provavelmente já leu outras resenhas sobre a Phoenix Botanicals aqui no Tantas Plantas, pois faço compras nessa empresa desde 2011. Aprecio muito a qualidade dos ingredientes, o conceito da marca, a simpatia e a agilidade do atendimento, os preços acessíveis, a segurança dos envios, a regularidade das reposições, e a dedicação, o conhecimento e o foco em sustentabilidade da Irina Adam, uma profissional com sólida formação e longa prática em herbalismo e pesquisa etnobotânica.

Irina fundou a empresa em 2005, e seus produtos fitoterápicos e perfumes botânicos são vendidos em lojas físicas de determinadas cidades dos Estados Unidos, como Nova York (é ali que o ateliê da Phoenix Botanicals está localizado, mais precisamente no Brooklyn), além da loja virtual própria https://www.etsy.com/shop/PhoenixBotanicals, que faz entregas pelo correio para vários países, inclusive o Brasil. Seu email é phoenixbotanicals@gmail.com.

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“Resenha: Wild Rose Balm, da Phoenix Botanicals”
“Resenha: manteiga nutritiva para mãos e rosto Vanilla Butter, da Phoenix Botanicals”
“Resenha: perfume botânico Bonfire Rose, da Phoenix Botanicals”
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