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21 dezembro 2021

Resenha: Protetor Solar Facial Mineral FPS 35, da Souvie

Cresci nos anos 1970 e 1980, e fui apresentada ao padrão de beleza da época, no qual o ideal era ter a pele bem bronzeada, queimada de sol. Sempre vivi em cidades litorâneas, fui à praia com frequência quando era bebê e na infância fiz aulas de natação por vários anos, geralmente sem usar protetor solar. Na adolescência, a utilização de filtro solar se tornou mais comum na minha família, mas ainda assim ocorria somente quando íamos a uma cachoeira, à praia ou à piscina.

Antes tarde do que nunca, porém todo o excesso de sol sem proteção adequada que eu havia tomado quando era bebê, criança e adolescente já tinha ficado registrado na minha pele, sob a forma de sardas. Comecei a tentar usar mais filtro solar no final da adolescência, às vezes com mais sucesso e às vezes com menos, e a partir do ano 2000 passei a ir à praia e à piscina apenas esporadicamente. Me divirto quando vou, mas não tenho vontade de fazer essas atividades tanto quanto antes. Desde então, procuro evitar os horários de sol forte, entre 10h e 16h.

Protetor Solar Facial Mineral FPS 35
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

Felizmente, nos últimos anos estou mais disciplinada e uso protetor solar no rosto, no pescoço e nas orelhas todos os dias, mesmo quando não saio de casa, porque o apartamento onde moro recebe muita claridade e eu fico longas horas exposta à luz azul que é emitida pela tela do computador e de outros aparelhos eletrônicos.

Um ponto que sempre é ressaltado na questão da utilização de filtro solar é a quantidade aplicada. Não adianta passar só um pouco, porque desse modo o fator de proteção solar indicado no rótulo não será alcançado, e a pele continuará desprotegida. Por outro lado, praticamente todos os filtros solares que já experimentei — tanto os convencionais quanto os naturais — deixaram meu rosto brilhante quando coloquei uma quantidade maior, e algumas vezes o efeito era duplo: pele brilhante e esbranquiçada. Um jeito de contornar esse problema é usar um pó facial com cor logo após passar o protetor solar, mas em determinados casos nem isso funciona.

Fiquei impressionada com o Protetor Solar Facial Mineral FPS 35, um novo produto da marca brasileira Souvie. Além de ser o primeiro protetor solar orgânico certificado pela Ecocert Greenlife no Brasil e possuir o selo Cosmos Organic, este filtro físico oferece proteção contra raios UVA, raios UVB e luz visível, apresenta FPS 35 e PA+++, é elaborado com óxido de zinco não-nano, não contém ingredientes de origem animal, não foi testado em animais, conta com ativos calmantes e antioxidantes, como o extrato de babosa e o bisabolol, é rapidamente absorvido, proporciona um toque seco e cumpre totalmente a promessa de não deixar resíduos brancos na pele. É seguro para os corais, e o fornecedor do óxido de zinco não-nano é membro da Coral Reef Alliance. Este filtro solar é hipoalergênico e dermatologicamente testado. Não tem perfume.

Me surpreendeu muito o acabamento agradável, que deixa a pele sequinha, nem um pouco brilhosa e nem esbranquiçada, mesmo passando bastante filtro solar. Não sinto nenhuma necessidade de passar pó facial logo em seguida e nem depois.

A consistência deste protetor solar é de loção cremosa, a tonalidade é branca e a textura é homogênea. No instante da aplicação, o rosto fica branco e ganha uma aparência e uma sensação de pele fresca e úmida, mas em dois a três minutos o filtro se torna completamente transparente e o rosto realmente não fica melado. Até neste calor de fim de ano, aqui no Rio de Janeiro, a minha pele mista e atópica tem permanecido sem excesso de oleosidade e sem irritações. Além de tudo isso, o produto é fácil de reaplicar e não transfere.

Perguntei ao SAC da Souvie se o Protetor Solar Facial Mineral FPS 35 poderia ser utilizado nos lábios e ao redor dos olhos, e me responderam que sim. Estou muito satisfeita com o resultado nessas áreas também. Fica confortável nos lábios e não incomoda os olhos. Passo hidratante no rosto, em volta dos olhos e no pescoço antes do filtro solar, e uso protetor labial depois do filtro solar. No rosto, a marca recomenda a utilização da quantidade obtida ao se apertar a válvula do protetor solar até o final. Tiro mais uma quantidade equivalente para passar no pescoço, nas orelhas e na parte do colo que estiver exposta no dia.

A embalagem é reciclável, resistente, prática e bonita; ótima para transportar na bolsa ou na mochila e reaplicar o filtro solar fora de casa. O tubo é feito de alumínio, pintado com um tom de areia, tem uma válvula de plástico branco e uma tampa de plástico incolor. O metal bloqueia a passagem de luz do ambiente para o produto e a válvula reduz a possibilidade de elementos externos contaminarem o filtro solar. Vem em uma caixinha de papel na cor salmão, com delicados detalhes vermelhos e dourados, lacrada e impressa com todas as informações pertinentes, incluindo instruções para o uso correto e orientações sobre reaplicação.

A lista de ingredientes é 99,7% natural, 100% vegana e 47,8% proveniente da agricultura orgânica. Não contém parabenos, óleo mineral, silicone, petrolatos, fragrância sintética, corantes, ftalatos, sulfatos. Copiei a composição logo a seguir, acrescentando os termos correspondentes em português.
Pelargonium graveolens flower water* / água floral de gerânio*, zinc oxide / óxido de zinco, undecane / undecano, caprylic/capric triglyceride / triglicerídeo caprílico/cáprico, tridecane / tridecano, propanediol / propanodiol, silica / sílica, polyglyceryl-6 polyhydroxystearate / poligliceril-6 poli-hidroxiestearato, pentylene glycol / pentilenoglicol, magnesium sulfate / sulfato de magnésio, polyhydroxystearic acid / ácido poli-hidroxiesteárico, polyglyceryl-6 polyricinoleate / poligliceril-6 poli-ricinoleato, Aloe barbadensis leaf juice* / sumo de folha de babosa*, pullulan / pululano, fructose / frutose, xantham gum / goma xantana, tocopherol / tocoferol, aqua / água, bisabolol* / bisabolol*, polyglycerin-6 / poliglicerina-6, glycerin / glicerina, sorbitol / sorbitol, sodium benzoate / benzoato de sódio, Withania somnifera root extract* / extrato de raiz de ginseng indiano, benzoic acid / ácido benzoico, trehalose / trealose, Acacia senegal gum / goma acácia, potassium sorbate / sorbato de potássio, citric acid / ácido cítrico.
* Ingrediente proveniente da agricultura orgânica.
Lançado oficialmente em 29/11/2021, estava disponível para pré-venda desde 16/11/2021, com um desconto especial. Comprei uma unidade nessa fase de pré-venda, e gostei tanto que comprei mais uma unidade logo em seguida, para a minha filha adolescente, que também passa filtro solar todos os dias. Estou usando o Protetor Solar Facial Mineral FPS 35 diariamente, há 28 dias. Atualmente está custando R$170,00, e vem com 60g. A validade é de 24 meses. A empresa recomenda que o produto seja utilizado dentro de 12 meses a partir da data de abertura do frasco.

A marca Souvie foi lançada em 2015, por Caroline Villar e Breno Bittencourt. Tudo se iniciou com um grande interesse por saboaria natural, um hobby que começou a inspirar ideias de empreendedorismo. Quando Caroline engravidou de trigêmeos, encontrou poucas opções nacionais de cosméticos com ingredientes seguros para gestantes e para bebês. Assim foi idealizada a Souvie, que hoje conta com uma ampla gama de produtos, divididos em ciclos da vida: Materna, Recém-nascido, Bebê, Kids, 18/25, 25/45, 45/60, Homem 18/50, Linha Viva e Linha Solar.

Todos os hidrolatos e óleos essenciais dos produtos da Souvie são cultivados, colhidos e destilados na Fazenda São Benedito, uma propriedade dos sócios que fica localizada em Bom Sucesso de Itararé, no interior do estado de São Paulo. A fazenda é certificada pelo IBD e reconhecida pela Ecocert. Nesse município, a fazenda mantém um espaço no qual é feito um trabalho de cuidado social, voltado para as crianças que moram na cidade. Lá elas recebem alimentação, atividades oferecidas no contraturno escolar e serviço odontológico.

Todos os produtos da marca são certificados orgânicos e são feitos em uma fábrica própria, situada em Itupeva, interior de São Paulo. A estrutura foi projetada para favorecer o uso de luz natural, reduzindo muito o consumo de luz elétrica. A água da chuva é captada e utilizada nas descargas e na irrigação do jardim. A Ecocert Greenlife audita todo o processo de fabricação e avalia também os fornecedores das matérias-primas.

As embalagens dos produtos da Souvie são compostas primordialmente de alumínio, tratado de forma a não haver interação entre o metal e o conteúdo. Quando as embalagens não são desse material, elas são de vidro. Todos os cartuchos são feitos de papel, assim como as caixas de presente e a sacolas.

Em vez das convencionais proteções feitas de plástico, as caixas das encomendas são recheadas com fibrilha de algodão, um material natural, compostável e biodegradável que costuma ser descartado pela indústria têxtil. Às vezes um pouquinho de fibrilha entra na caixa de algum produto, mas é bem pouco mesmo, e não vejo um grande problema nisso.

Já entrei em contato com a empresa por telefone (0800 777 4593), WhatsApp (11 94002-3552) e email (sac@souvie.com.br), e em todas as vezes fui atendida com muita simpatia e eficiência. Sou cliente da Souvie desde o início de 2019. Compro para mim mesma, para minha filha e para presentear. Todos os meus pedidos têm sido entregues com muita rapidez.

Souvie vem se expandindo, e conta com pontos físicos de venda e parcerias com outras lojas, além de comercializar seus produtos no exterior. De todo modo, o mercado brasileiro continua sendo o foco principal. A empresa cria promoções interessantes com regularidade, divulgadas nas redes sociais e em newsletters enviadas por email, tem um programa de pontos e oferece um desconto na primeira compra, com o seguinte cupom: BEMVINDO. A loja virtual (https://www.souvie.com.br/) faz envios para todo o Brasil.

14 junho 2021

Resenha: cremes Hidratação Intensa Lavanda e Hidratação Intensa Capim-Limão, da Alma Lavada

Já se tornou um hábito: logo antes de dormir, passo o creme Hidratação Intensa Lavanda, da marca brasileira Alma Lavada, nas mãos, nos braços e nos cotovelos. Tem sido assim desde setembro de 2020, e esse gesto proporciona hidratação e conforto para a minha pele seca, além de relaxar a cabeça com a presença do óleo essencial de lavanda na formulação. Faz parte da rotina noturna da minha filha também. Nós duas gostamos tanto desse produto que atualmente estamos usando o nosso terceiro pote, e já compramos mais um.

Hidratação Intensa Lavanda, da Alma Lavada
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

O creme contém duas manteigas vegetais, benéficas para a pele e provenientes de manejo sustentável na Amazônia: manteiga de cupuaçu e manteiga de cacau. De consistência espessa e cor bem clara, tem ótima absorção e é fácil de aplicar.

Usamos esse produto desde a sua versão anterior, que contava também com manteiga de murumuru. A versão atual substituiu a manteiga de murumuru pelo óleo de semente de girassol, prensado a frio. Gosto muito da manteiga de murumuru, e fiquei contente em perceber que essa alteração não diminuiu a eficácia do cosmético.

A fórmula também inclui água deionizada, e o equilíbrio entre esse elemento aquoso e as manteigas de cacau e de cupuaçu, além do óleo de girassol, faz com que a minha pele atópica fique realmente hidratada e nutrida, por um tempo prolongado. Isso é especialmente importante no clima mais seco e frio do outono do Rio de Janeiro, quando as peles secas e as peles sensíveis tendem a sofrer mais. Nessa época, tenho usado o creme Hidratação Intensa Lavanda também nos joelhos e nas pernas (áreas nas quais tenho maior tendência ao ressecamento), capricho nas cutículas e nas unhas, e eventualmente aplico o creme durante o dia também.

A lista de ingredientes é natural e vegana. Está copiada a seguir, conforme consta no rótulo. O produto não é testado em animais.

Água deionizada, manteiga de cupuaçu, manteiga de cacau, óleo de girassol, cera emulsificante, álcool cetílico, glicerina vegetal, óleo essencial de lavanda, vitamina E, conservante livre de parabenos, óleo-resina de alecrim.

A cera emulsificante utilizada é o Olivem 1000, composto de olivato de cetearila (cetearyl olivate) e olivato de sorbitano (sorbitan olivate) e aprovado pela Ecocert para cosmética natural. O conservante livre de parabenos é o Nipaguard, que consiste numa mistura de caprilato de sorbitano (sorbitan caprylate), propanodiol (propanediol) e ácido benzoico (benzoic acid) e também é aprovado pela Ecocert para cosmética natural. Todas essas substâncias possuem a melhor nota de segurança na base de dados do EWG (Environmental Working Group).

A marca oferece também o creme Hidratação Intensa Capim-Limão. A lista de ingredientes é a mesma, mas no lugar do óleo essencial de lavanda consta o óleo essencial de capim-limão.

Água deionizada, manteiga de cupuaçu, manteiga de cacau, óleo de girassol, cera emulsificante, álcool cetílico, glicerina vegetal, óleo essencial de capim-limão, vitamina E, conservante livre de parabenos, óleo-resina de alecrim.

Na minha compra mais recente, perguntei se haveria a possibilidade de experimentar uma amostra desse creme com capim-limão. Recebi uma boa amostra, sem custo, e estou gostando muito de usar essa versão também.

Alma Lavada indica o creme Hidratação Intensa Lavanda para peles secas e sensíveis, e recomenda o creme Hidratação Intensa Capim-Limão para peles normais a secas. No primeiro, o perfume natural de lavanda é bastante presente, mas aparece de forma mais suave em comparação com o segundo, que apresenta o perfume natural de capim-limão com uma intensidade mais marcante.  

Tanto o creme Hidratação Intensa Lavanda quanto o creme Hidratação Intensa Capim-Limão custam R$68,00 e vêm em pote reciclável, de vidro transparente, com 150ml de creme, tampa branca de metal e rótulo de papel, graciosamente decorado. O prazo de validade é de 6 meses. O rendimento é muito bom. Uma pequena quantidade de produto é suficiente para cada parte do corpo.

Ambos são produzidos artesanalmente em Paty do Alferes, no estado do Rio de Janeiro, e enviados diretamente pela marca Alma Lavada, pelo Correio, para todo o Brasil. No caso da cidade do Rio de Janeiro, há entregas semanais, feitas por um motoboy. Os pedidos são feitos por WhatasApp. O catálogo e o número para contato estão disponíveis em https://linktr.ee/alma.lavada. Os sistemas de pagamento e de entrega são muito organizados. 

Os cremes e as loções hidratantes foram os primeiros produtos lançados pela Alma Lavada, e sua origem está ligada a uma questão pessoal de uma de suas fundadoras, Maíra Palha, que convivia com dermatite atópica desde a adolescência e queria criar algo que cuidasse da pele de forma eficiente e natural. Mais informações sobre a sua trajetória e as práticas da empresa, que ela dirige junto com seu marido Matheus Sanches, já foram publicadas no texto “Resenha: Óleo Corporal Lua Cheia, da Alma Lavada”.

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LEIA TAMBÉM:

“Resenha: Óleo Corporal Lua Cheia, da Alma Lavada”
“Resenha: Sabonete Vegetal Leite de Coco, Melaço e Cumaru, da Trópica Botânica”
“Resenha: produtos hidratantes da Linha de Calêndula da Weleda — para bebês e crianças (e adultos também)”
“Resenha: Savon d’Alep 40% Huile de Baies de Laurier, da Najel (sabão de Alepo com 40% de óleo de bagas de loureiro)”
“Meu relato sobre dermatite atópica e o uso de produtos naturais com ingredientes orgânicos”

17 maio 2021

Resenha: Savon d’Alep 40% Huile de Baies de Laurier, da Najel (sabão de Alepo com 40% de óleo de bagas de loureiro)

A família Al Najjar produz o autêntico sabão de Alepo desde 1895, seguindo um processo ancestral, passado de geração em geração. A fábrica se localiza na cidade de Alepo, no norte da Síria. No ano de 1996, em Lion, na França, o jovem médico sírio Manar Najjar e a estudante de direito francesa Catherine Elia decidiram se casar e criaram a marca Najel, cujo nome resulta da contração dos dois sobrenomes. Além disso, a palavra “najel” significa “filho”, em árabe. Atualmente, os produtos da Najel são distribuídos em 27 países. O empreendimento é voltado para a produção e a distribuição não apenas dos famosos sabões de Alepo, mas também de uma ampla linha de produtos naturais e orgânicos, desenvolvidos e fabricados no Laboratoire Najjar, um laboratório próprio situado em Lion. A maioria deles é certificada pela Ecocert, seguindo o padrão Cosmos.

Savon d'Alep 40% Huile de Baies de Laurier, da Najel
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

Em 2017, duas amigas foram para Paris e me trouxeram um sabão de Alepo de lembrança de viagem (obrigada mais uma vez, Leila e Izabel!). Era o Savon d’Alep 40% Huile de Baies de Laurier (Sabão de Alepo 40% Óleo de Bagas de Loureiro, em português), dessa marca francesa Najel, e esse foi o meu primeiro contato com esse tipo tão especial de sabão.

Verso do Savon d'Alep 40% Huile de Baies de Laurier, da Najel
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

Totalmente natural, o genuíno sabão de Alepo não contém fragrância sintética, corantes e conservantes. Há vários séculos, o processo de saponificação do óleo de oliva e do óleo de bagas de loureiro se mantém inalterado. Em Alepo, Samer Najjar, irmão de Manar Najjar, supervisiona a produção sazonal e artesanal do sabão, desde a colheita das olivas e das bagas de loureiro até o final da secagem dos blocos de sabão, uma etapa que leva longos 9 meses para ser finalizada.

Copiei a seguir a lista de ingredientes que consta no rótulo, e incluí a tradução de cada termo.

Sodium olivate (olivato de sódio), sodium laurate (laurato de sódio), aqua (water / água), glycerin (glicerina), sodium chloride (cloreto de sódio), sodium hydroxide (hidróxido de sódio).

A seção de perguntas frequentes do site da marca informa que a glicerina decorre do processo de saponificação, não é adicionada artificialmente. O uso da água, do cloreto de sódio e do hidróxido de sódio está detalhado na seção ao final desse texto. 

Segundo o site da Najel, quanto maior for a concentração de óleo de bagas de loureiro, maior será a sua capacidade de acalmar peles irritadas e com problemas como psoríase, eczema (dermatite atópica), acne e dermatose. A máxima concentração possível de óleo de bagas de loureiro é de 40%, e esse óleo vegetal é apreciado por suas propriedades desinfetantes e regeneradoras. Já a descrição do óleo de oliva saponificado menciona que ele possui um grande poder de limpeza, ao mesmo tempo que nutre, protege e amacia a pele.

site da empresa avisa que tanto o Savon d’Alep 40% Huile de Baies de Laurier quanto o Savon dAlep 30% Huile de Baies de Laurier só devem ser usados ocasionalmente. Como esses dois tipos não são recomendados para uso diário, a marca sugere alternar a utilização desses sabonetes com concentração de 30% e 40% de óleo de bagas de loureiro com um sabonete com baixa concentração desse óleo. A Najel oferece cinco concentrações de óleo de bagas de loureiro: 4%, 5%, 12%, 30% e 40%, além de uma opção com 100% de óleo de oliva (sem óleo de bagas de loureiro).

A espuma do Savon d’Alep 40% Huile de Baies de Laurier é agradável, de bolhas pequenas, e limpa muito bem. Como a minha pele atópica e seca tem estado geralmente saudável nos últimos anos, não tenho como falar sobre o efeito desse sabonete numa pele em crise. Vale lembrar que faço aplicações completas de loção hidratante após cada banho, sem exceção. Achei ótimo também como sabonete íntimo, e bastante adequado para a minha pele do rosto, que é madura e mista.

Usando-o como xampu sólido, tive a bela surpresa de notar que ele deixou o meu cabelo muito brilhante. Meus fios são compridos, lisos, normais no comprimento, com tendência à oleosidade na raiz. A sensação que ficou no couro cabeludo foi de limpeza e conforto.

O cheiro do produto é intenso, seco, ligeiramente áspero, diferente de todos os outros sabonetes que já experimentei. Às vezes chega a ser um pouco peculiar demais para mim, pois não costumo gostar de aromas fortes em geral. De todo modo, creio que parte desse estranhamento se deve à minha falta de familiaridade com esse tipo de sabonete, que não faz parte do nosso cotidiano no Brasil.

O sabonete é firme, fácil de usar. Deixado num local arejado após o banho, em uma saboneteira com boa drenagem de água, ele seca bem. Sua durabilidade é bastante longa.

Uma característica que acho muito bonita no Savon d’Alep 40% Huile de Baies de Laurier é o seu interior verde esmeralda, um tom mais carregado da cor do rótulo. A área externa desse sabonete é toda marrom, mas quando ele é cortado ao meio pode-se ver que por dentro ele é bem verdinho. Costumo dividir meus sabonetes antes de começar a usá-los, pois o tamanho menor facilita o manuseio. O contraste entre o marrom da parte externa e o verde da parte interna é admirável. Seu aspecto me faz pensar em cerâmica rústica.

Achei o Savon d’Alep 40% Huile de Baies de Laurier tão interessante que depois o comprei, em novembro de 2018, na loja virtual Ecco Verde (https://www.ecco-verde.co.uk/). Dei o endereço de uma amiga que mora em Londres e ia passar o Natal aqui no Rio; ela trouxe esse e outros sabonetes da Najel na bagagem (obrigada novamente, Mariana!). Também seria possível pedir que a encomenda fosse entregue diretamente na minha casa, pois a Ecco Verde entrega em vários países, incluindo o Brasil.

Nessa loja estrangeira, o sabonete é denominado Aleppo Soap 40% BLO, sendo BLO a sigla de Bay Laurel Oil (Óleo de Louro). Está custando £8,80. Os preços vão diminuindo conforme a concentração de óleo de bagas de loureiro se reduz. O Savon d’Alep 5% Huile de Baies de Laurier, por exemplo, sai a £4,60. É uma pena que o câmbio atualmente tenha sido tão desfavorável para compras no exterior. O sabonete que fotografei para esta resenha veio com o peso de 200g e estava embrulhado em plástico incolor e transparente, com um rótulo de papel. Sua validade era de 18 meses após a abertura da embalagem.

PROCESSO DE PRODUÇÃO DO SABÃO DE ALEPO

site da Najel descreve o processo de produção (hot process) do sabão de Alepo, que se inicia com o aquecimento de água e hidróxido de sódio num grande caldeirão. O óleo de oliva virgem é adicionado, e a mistura é mantida em temperatura alta e controlada por 12 horas. No dia seguinte, o conteúdo do caldeirão é aquecido novamente e é acrescido do óleo de bagas de loureiro, previamente filtrado. A saponificação é a consequência de uma reação química natural, ocorrida entre os óleos vegetais e o hidróxido de sódio.

A pasta remanescente é lavada diversas vezes com água salgada, para remover todos os traços de substâncias cáusticas. A água é retirada do caldeirão e reciclada. A pasta de sabão é espalhada numa grande bacia. Uma vez solidificada, é cortada em blocos. Cada bloco é carimbado à mão com a marca Najel.

Os blocos são empilhados em pallets e mantidos em porões ventilados, ao abrigo da luz solar, e ficam curando por 9 meses. Nesse longo período de secagem, o sabão de Alepo vai perdendo água e sua superfície se oxida. A coloração da parte externa se torna amarela, podendo chegar a tonalidades marrons. O centro de cada bloco permanece verde. Ao final da cura, os sabões de Alepo são limpos, embalados, encaixotados e despachados.

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“Resenha: Sabonete Vegetal Leite de Coco, Melaço e Cumaru, da Trópica Botânica”
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21 setembro 2020

Resenha: Sabonete Vegetal Leite de Coco, Melaço e Cumaru, da Trópica Botânica

Sempre penso em banhos como intervalos restauradores na sucessão de tarefas do dia a dia, por nos possibilitarem um olhar atento ao nosso corpo inteiro e um mergulho em nossos próprios sentimentos. Nesses momentos tão importantes de higiene e autocuidado, o sabonete tem um papel fundamental. Para mim, a melhor opção em tempos conturbados como a época atual tem sido o Sabonete Vegetal Leite de Coco, Melaço e Cumaru, da marca brasileira e vegana Trópica Botânica. O uso desse sabonete tem me trazido uma verdadeira sensação de serenidade e bem-estar a cada banho.

Sabonete Leite de Coco, Melaço e Cumaru, da Trópica Botânica
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

O trecho abaixo, copiado da embalagem do produto, o descreve com exatidão.
“Delicado no aroma e na textura, o Sabonete Vegetal Leite de Coco, Melaço e Cumaru hidrata e suaviza a pele, deixando um toque macio e aveludado. A combinação de óleo de castanha-do-pará, leite de coco, melaço agroecológico orgânico e extrato de favas de cumaru proporciona às barras um aroma doce e abaunilhado.”
A versão anterior desse sabonete, que se chamava Sabonete Vegetal Leite de Aveia, Melaço e Cumaru, já me agradava muito, e a recomprei diversas vezes, ao longo de quase três anos. Em fevereiro de 2020, a Trópica Botânica comunicou em redes sociais que o leite de aveia seria substituído pelo leite de coco. No aviso, a marca explicou que, apesar de ser naturalmente isenta de glúten, no Brasil a aveia geralmente é processada junto ao trigo, à cevada e ao centeio, sofrendo contaminação cruzada. Quem tem doença celíaca, além de não poder ingerir glúten, não pode ter contato tópico com glúten, devido ao risco de que esse contato desencadeie um quadro de dermatite herpetiforme, e por isso Ana N. BrunettiOkauê Moretto (o casal de fundadores da empresa) decidiram fazer a substituição.

Mantenho um pequeno estoque particular dos itens que uso com mais frequência, então comprei a nova versão apenas alguns meses depois. Achei que o produto ficou ainda melhor, e posso dizer que o Sabonete Vegetal Leite de Coco, Melaço e Cumaru é o meu preferido, entre as opções de sabonete da Trópica Botânica. O leite de coco, na minha opinião, tornou a espuma e o aroma ainda mais deliciosos.

Algumas clientes da marca são celíacas, e a aveia era o único ingrediente utilizado que poderia ter contaminação por glúten. Mesmo com a higienização adequada do laboratório entre cada produção, restaria algum risco de contaminação, ainda que mínimo. Na busca por um substituto, o objetivo era usar um leite vegetal que adicionasse cremosidade à espuma, fosse preferencialmente de origem nacional e tivesse um aroma residual após a saponificação que fosse sinérgico com o extrato de cumaru. Chegaram ao leite de coco, e escolheram como fornecedor a Annora, uma pequena fábrica de bebidas vegetais cujo produto principal é justamente o leite de coco, sem metabissulfito de sódio (um aditivo comumente acrescentado ao coco seco vendido por atacado) e nem qualquer outro ingrediente nocivo que eles não queriam que estivesse presente em seus produtos.

Admiro imensamente a responsabilidade, a criatividade e a transparência da Ana e do Okauê, sempre dedicados a aperfeiçoar seus itens de biocosmética orgânica e saboaria natural, e sempre atentos às especificidades da cadeia produtiva.

A composição do Sabonete Vegetal Leite de Coco, Melaço e Cumaru é 100% natural e vegana, com 52,13% de ingredientes provenientes de agricultura orgânica. A lista de ingredientes é apresentada no padrão internacional INCI e em português, tanto na embalagem do sabonete quanto no site da empresa. A marca não faz testes em animais.
Elaeis guineensis oil* / óleo de palma*, Elaeis guineensis kernel oil* / óleo de palmiste*, Helianthus annuus seed oil* / óleo de girassol*, aqua / água, sodium hydroxide / hidróxido de sódio, Bertholletia excelsa nut oil** / óleo de castanha-do-pará**, Cocos nucifera extract / leite de coco, Dypterix odorata extract** / extrato de cumaru**, Saccharum officinarum extract* / melaço de cana-de-açúcar*, Rosmarinus officinalis leaf extract / oleorresina de alecrim.
* Cultivo orgânico.
** Extrativismo sustentável.
O óleo de palma utilizado é obtido de forma sustentável e rastreada, com certificado RSPO (Roundtable for Sustainable Palm Oil). O hidróxido de sódio, necessário para a saponificação de todos os sabonetes em barra e xampus sólidos elaborados com ingredientes de origem natural, é completamente consumido durante a fabricação, portanto não há resíduos dessa substância no produto final.

Sabonete Vegetal Leite de Coco, Melaço e Cumaru não contém óleos essenciais. Seu aroma adocicado e leve é trazido pelo extrato de cumaru, feito à mão no próprio laboratório da marca, em Curitiba, a partir de favas de cumaru partidas e imersas por algumas semanas em óleo de girassol. Posteriormente, o óleo é filtrado, a parte sólida é compostada e o extrato é utilizado para aromatizar esse sabonete. Gosto tanto do cheiro desse produto que frequentemente durmo com ele por perto, sobre a minha mesinha de cabeceira.

Indicado para todos os tipos de pele, esse sabonete promove uma limpeza muito eficiente e ao mesmo tempo não agride a pele. Uso-o em toda parte: no corpo, no rosto e como sabonete íntimo (somente na área externa, claro) — inclusive quando a minha pele encontra-se mais sensível. Eventualmente faço depilação com lâmina e lavo meu cabelo com ele também. Sempre testo os sabonetes naturais no cabelo, para descobrir quais podem funcionar desse jeito. Aprecio bastante o resultado do Sabonete Vegetal Leite de Coco, Melaço e Cumaru como xampu sólido, embora o meu favorito para essa finalidade seja mesmo o Shampoo Sólido Oliva, Ucuúba e Menta, também da Trópica Botânica. Meu cabelo é longo, liso, do tipo normal, com tendência à oleosidade na raiz. Minha pele é madura e atópica, sendo seca no corpo e mista no rosto.

Esse sabonete é produzido artesanalmente, pelo método natural de saponificação a frio (cold process). Tem o formato de uma barra de pelo menos 130g (um peso maior que o dos sabonetes de várias outras marcas), com uma agradável coloração pálida. Sua consistência é bem firme, com um toque ameno na pele. O rendimento é excepcional, desde que o sabonete seja cortado ao meio e seja mantido fora do contato com a água quando não estiver em uso. A outra metade da barra pode ser guardada na sua própria embalagem de papel reciclado.

A validade é de 18 meses. Está custando R$20,50. As compras são feitas online e a marca faz entregas em todo o Brasil, pelo correio. O site é muito completo, harmonioso e fácil de navegar. O atendimento aos clientes é prestado de um modo especialmente claro e gentil, por meio do email contato@tropicabotanica.com.br. As encomendas possuem código de rastreamento e são embrulhadas sem plástico. Sempre que possível, as compras são acompanhadas de amostras.

O cupom TRPC1010% de desconto no site da Trópica Botânica. É de uso único, mas não precisa necessariamente ser utilizado na primeira compra.

Recomendo muito as informações e as reflexões publicadas na newsletter e no blog da marca, além do perfil no Instagram.

Mais informações sobre a empresa e seus fundadores já foram publicadas no texto “Resenha: Creme Facial, da Trópica Botânica”.

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12 agosto 2020

Resenha: protetor labial Everon, da Weleda

O protetor labial Everon, da empresa multinacional Weleda, tem uma composição muito especial: óleo de jojoba, cera de abelha, manteiga de karité, três ceras vegetais (de candelila, rosa e carnaúba), extrato de baunilha e extrato de rosa. Apresenta a proposta de fornecer proteção natural e nutritiva para lábios secos e delicados, e de fato deixa os lábios muito macios, com um brilho discreto e incolor. Além disso, esse resultado dura muito, não preciso ficar reaplicando o produto constantemente.

Protetor labial Everon, da Weleda
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

O belo aroma natural de rosa e baunilha, suavemente adocidado, se dissipa pouco tempo após a aplicação. Não tem sabor, o que contribui para que a sensação de usar o protetor labial Everon seja muito confortável. Sempre que passo esse cosmético antes de dormir, acordo sem qualquer sinal de ressecamento. Caso eu estivesse com dermatite atópica na região dos lábios, esse é o protetor que eu usaria. Também é muito eficaz como primer, antes de itens de maquiagem como batom e gloss.

Os produtos e os ingredientes da Weleda não são testados em animais. Cerca de 75% das plantas utilizadas pela empresa são provenientes de cultivo orgânico ou biodinâmico e da extração silvestre certificada, porém essas informações não são especificadas nas composições. O site divulga as listas de ingredientes no padrão internacional INCI, as listas traduzidas em português e um glossário contendo explicações sobre todas as substâncias presentes nos cosméticos da marca.

A formulação do protetor labial Everon é 100% certificada natural e está copiada a seguir. Dermatologicamente testado, não contém insumos derivados de óleos minerais, perfumes artificiais, corantes e conservantes sintéticos.
Simmondsia sinensis (jojoba) seed oil / óleo de semente de jojoba, Cera alba (beeswax) / cera de abelha, Butyrospermum parkii (shea) butter / manteiga de karité, Euphorbia cerifera (candellila) wax / cera de candelila, Rosa damascena flower wax / cera floral de rosa, Copernicia cerifera (carnauba) wax / cera de carnaúba, Vanilla planifolia fruit extract / extrato de fruta de baunilha, Rosa damascena extract / extrato de rosa, citronellol* / citronelol*, benzyl alcohol* / álcool benzílico*, geraniol* / geraniol*, citral* / citral*, eugenol* / eugenol*, farnesol* / farnesol*.
* From natural essential oils / * De óleos essenciais naturais
Está custando R$50,90 na loja virtual brasileira da Weleda (https://www.weleda.com.br/). O preço não é barato, pois reflete o valor dos ingredientes utilizados, o câmbio desfavorável à moeda nacional (situação ainda mais agravada pelas consequências da atual pandemia de covid-19) e as normas do processo de importação no Brasil.

Comprei duas unidades no site da marca, numa promoção realizada em novembro do ano passado. Vou readquirir o produto quando esses itens acabarem, porque na minha opinião ele realmente se destaca no mar de opções de protetores labiais do mercado, e entre os vários que já experimentei.

Além dos ingredientes pouco usuais e dos excelentes resultados, o protetor labial Everon se diferencia por pesar 4,8g, bem mais do que a maioria dos protetores labiais disponíveis por aqui. De consistência firme e ao mesmo tempo fácil de passar, é um bastão amarelinho, que rende muitas aplicações, leva um longo tempo para acabar. Seu prazo de validade é de 24 meses. Vem num tubo de plástico branco, com tampa cor de mel, simples e bem-acabado, acondicionado num cartucho de papel com as mesmas cores e os selos Natrue e IBD Ingredientes Naturais.

Weleda foi fundada na Suíça, em 1921, e está presente em mais de 50 países. A subsidiária do Brasil foi inaugurada em 1959. É a líder mundial na fabricação de produtos farmacêuticos e cosméticos naturais e holísticos para a terapia antroposófica.

Já entrei em contato com o SAC da marca algumas vezes, e as respostas sempre foram rápidas e atenciosas. Quem cadastrar seu email no site recebe 10% de desconto no primeiro pedido. A empresa faz entregas no país todo e oferece frete gratuito em compras acima de R$149,00.

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LEIA TAMBÉM:

“Resenha: produtos hidratantes da Linha de Calêndula da Weleda — para bebês e crianças (e adultos também)”
“Resenha: cremes dentais Salt Toothpaste e Plant Gel Toothpaste, da Weleda”
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28 maio 2017

Resenha: óleo corporal e capilar Citrus Almond Luxurious Body Oil, da Soapwalla

O lema da marca norte-americana Soapwalla é “feed your skin” (“alimente a sua pele”), e essa é exatamente a sensação que estou tendo com o uso do Citrus Almond Luxurious Body Oil (Óleo Corporal Luxuoso Amêndoa e Cítricos). No atual clima mais ameno e seco de outono, esse cosmético deixa a minha pele atópica realmente sadia durante o dia inteiro, com uma aparência aveludada, e sem o toque gorduroso que alguns outros óleos corporais trazem. Para tornar tudo ainda melhor, possui o delicioso e fugaz perfume do óleo essencial de amêndoa amarga, acompanhado dos óleos essenciais de immortelle e de frutas cítricas.

Citrus Almond Luxurious Body Oil, da Soapwalla
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

Sua composição é 100% naturalvegana e sem glúten, sendo quase todos os ingredientes também orgânicos. É indicado para todos os tipos de pele e não foi testado em animais. A descrição do produto explica que os óleos orgânicos de jojoba, semente de uva e baobá têm ação reparadora e mantêm a umidade da pele, enquanto os óleos de semente de soagem orgânica e chia, ricos em ômegas 3, 6 e 9, suavizam, diminuem a inflamação e aumentam o nível de hidratação.

Copiei abaixo a lista de ingredientes completa, acrescentando os termos correspondentes em português.
Simmondsia chinensis (jojoba) oil* / óleo de jojoba*, Oryza sativa (rice bran) oil / óleo de farelo de arroz, Vitis vinifera (grape) seed oil* / óleo de semente de uva*, Helianthus annuus (sunflower) oil* / óleo de girassol*, Echium plantagineum (echium) seed oil* / óleo de semente de soagem, Salvia hispanica (chia seed) oil+ / óleo de semente de chia+, Adansonia digitata (baobab) oil* / óleo de baobá*, Prunus amygdalus dulcis (sweet almond) oil*+ / óleo de amêndoa doce*+, non-GMO tocopherol (vitamin E)*+ / tocoferol (vitamina E) que não foi geneticamente modificado*+, Citrus aurantium bergamia (bergaptene-free bergamot) oil* / óleo de bergamota sem bergapteno*, Citrus aurantium amara (petitgrain) leaf oil / óleo de petitgrain, Citrus reticulala (tangerine) peel oil / óleo de casca de tangerina, Helichrysum angustifolium (immortelle) oil / óleo de immortelle, Prunus amygdalus amara (bitter almond) kernel oil* / óleo de amêndoa amarga*, limonene**, linalool**, citral**.
* Certified organic / * certificado orgânico.
+ Food grade / + grau alimentício.
** Naturally occuring in essential oils / ** naturalmente presente em óleos essenciais.
O rendimento é alto, principalmente quando sigo a recomendação da marca quanto a passar o óleo na pele ainda um pouco molhada, logo após o banho. A absorção é bem rápida, um aspecto muito prático diante da pressa do dia a dia. Embora a fragrância de amêndoa amarga e frutas cítricas não tenha uma duração longa, a pele permanece com um cheiro agradável e discreto por muito tempo.

Pode ser usado também para massagear o cabelo e o couro cabeludo, antes da lavagem. Fiz esse procedimento de umectação ontem mesmo, e utilizei em seguida dois produtos nacionais que estão entre os meus favoritos de todos os tempos: o Sabonete Argila Vermelha, da marca carioca e artesanal Fefa Pimenta, como xampu sólido, e o Condicionador de Castanha, da marca baiana e também artesanal Ewé. Os fios ficaram maleáveis, soltos e brilhantes; a cabeça ficou limpa e livre de irritações.

O óleo tem uma coloração pálida e é fácil de espalhar. Deve ser agitado antes da aplicação. Vem num frasco de plástico PET, na cor azul-cobalto, com tampa clara e ligeiramente translúcida, que fecha bem, sem vazamentos. O rótulo é grande e contém bastante informação. Além disso, o recipiente é protegido por uma caixa de papel reciclável, com os mesmos textos impressos.

Para saber mais sobre a marca Soapwalla e sua fundadora Rachel Winard, por favor leia o post “Resenha e loja virtual: desodorante Soapwalla Deodorant Cream”. Todos os cosméticos da empresa são produzidos no Brooklyn, em Nova York.

Além da versão Citrus Almond (Amêndoa e Cítricos), o Luxurious Body Oil está disponível nos aromas Lavender Vanilla Mint (Lavanda Baunillha Menta) e Citrus, Ginger & Lemongrass (Cítricos, Gengibre e Capim-Limão). Os perfumes são sempre naturais, compostos de óleos essenciais, muitos deles também orgânicos.

Na loja virtual da Soapwalla (https://soapwalla.com/), podem ser adquiridos em tamanho normal (118ml), por US$32,00, e em miniatura, para viagem (29,5ml), por US$10,00. A empresa aconselha que esses óleos corporais sejam usados em até 12 meses após terem sido abertos.

Comprei o meu Citrus Almond Luxurious Body Oil na loja virtual Carbon Beauty (https://www.carbonbeauty.com/), uma multimarcas cuja equipe faz um trabalho excelente e entrega em vários países, incluindo o Brasil.

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LEIA TAMBÉM:

“Resenha e loja virtual: desodorante Soapwalla Deodorant Cream”
“Resenha: óleo corporal Royal Jasmine and May Chang Replenishing Body Oil, da Pai Skincare”
“Resenha: óleo corporal Violetta Body Oil e loção de limpeza facial Liquid Clay Cleanser, da Isa’s Restoratives”
“Resenha: Primer Velvety Skin e Base Mineral Compacta, da Baims”
“O que é importante saber antes de comprar em sites estrangeiros”

01 maio 2017

Resenha: Liquid Gold Facial Serum, da Isa’s Restoratives

Comecei a usar o Liquid Gold Facial Serum (Sérum Facial Ouro Líquido), da marca norte-americana Isa’s Restoratives, numa data importante: a véspera do meu aniversário de 40 anos, em dezembro de 2015. Fiquei tão encantada que já estou no início do terceiro frasco — se hoje não aparento ter a minha idade, boa parte do mérito pertence a esse produto. Minha pele ganhou mais vitalidade e elasticidade, desde a primeira aplicação.

Preparado artesanalmente, em lotes reduzidos, é orgânico100% naturalveganosem glúten e sem testes em animais. Assim como todos os artigos da Isa’s Restoratives, não contém parabenos, ftalatos, fragrâncias sintéticas, corantes artificiais e nenhuma das demais substâncias polêmicas que prefiro evitar. As matérias-primas são prensadas a frio e não passam por processos de refinamento.

Liquid Gold Facial Serum, da Isa’s Restoratives
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

Sua fórmula foi criteriosamente desenvolvida, com ingredientes particularmente benéficos para a pele — como as manteigas de cupuaçu e de murumuru, os óleos vegetais de tamanu, buriti e maracujá, e os valiosos óleos essenciais de rosa, sândalo e néroli, todos orgânicos — selecionados por sua ação emoliente, anti-inflamatória, hidratante, restauradora e antioxidante. Não é comedogênico. Apresenta um aroma calmante e sutil, muito especial.

Copiei abaixo a composição completa, e acrescentei a tradução de cada termo em português.
Cupuaçu butter* / manteiga de cupuaçu*, murumuru butter* / manteiga de murumuru*, rice bran oil* / óleo de farelo de arroz*, calendula flowers / flores de calêndula, maracuja seed oil* / óleo de semente de maracujá*, guava oil* / óleo de goiaba*, babassu oil / óleo de babaçu, andiroba oil* / óleo de andiroba*, buriti oil* / óleo de buriti*, rosemary extract / extrato de alecrim, tamanu oil* / óleo de tamanu*, essential oils of / óleos essenciais de: rose* / rosa*, patchouli* / patchouli*sandalwood* / sândalo* and neroli* / e néroli*.
Vegan, gluten-free / vegano, sem glúten.
* Organic / * orgânico.
sérum possui uma consistência deliciosa, fácil de passar, e rápida absorção. Minha pele é mista (oleosa no nariz, com tendência ao ressecamento nas bochechas e normal na testa e no queixo), com um histórico de dermatite atópica (totalmente controlada), e o Liquid Gold a deixa confortável, luminosa e saudável. O efeito é de longa duração.

Recebi meu primeiro frasco gratuitamente. Diante da performance tão positiva, comprei outra unidade por conta própria, e depois mais uma, que estou utilizando aproximadamente seis dias por semana, geralmente à noite. Esse é o meu horário favorito para me dedicar a momentos de autocuidado, dos quais o Liquid Gold é a estrela principal.

A marca indica o produto para o rosto, o pescoço e o colo. Uma quantidade pequena é suficiente, e o ideal é fazer a aplicação logo após um tônico. Quando uso o sérum durante o dia, coloco em seguida um pouquinho de pó, como a Base Mineral Compacta, da Baims, para obter um acabamento ligeiramente mais opaco — principalmente se o tempo está mais quente. Em épocas mais frias ou secas, o Blue Beauty Balm, também da Isa’s Restoratives, ou a Almond Soothing Facial Lotion, da Weleda, trazem uma dose extra de proteção e relaxamento.

A embalagem é minimalista: uma garrafinha de vidro fosco, com válvula pump preta, tampa transparente e rótulo branco, que faz com que a bela cor alaranjada do sérum se sobressaia. Vem num saquinho de tecido, bastante útil para transportar o produto em viagens. Funciona muito bem como embrulho para presente, e inclui uma etiqueta elegantemente escrita à mão.

O prazo de validade é de aproximadamente 12 meses, e pode variar de acordo com as condições de uso e o clima. Está custando US$76,00, na loja virtual da Isa’s Restoratives (https://www.isaskin.com/). Na minha opinião, vale cada centavo. O preço do frete para cidades brasileiras é intencionalmente mais barato do que o que outros sites dos Estados Unidos normalmente cobram.

A empresa foi fundada por Isa Brito, uma herbalista brasileira, radicada em Nova York. Ela também é fotógrafa, e seu trabalho está na Milk Gallery. Quando vem ao Brasil, ela costuma trazer algumas encomendas; essas ocasiões são boas oportunidades para pagar apenas um frete nacional, sem o risco de incorrer no imposto de importação. Acompanho sempre as postagens do Facebook e do Instagram, para saber sobre essas viagens, novidades e todas as promoções — e apreciar as fotos maravilhosas.

Agora mesmo, por exemplo, o cupom CALISPRING está dando 15% de desconto no site inteiro, até o dia 03/05/2017. Os pacotes serão expedidos em 04/05/2017.

A loja multimarcas Aurora Beauty (https://www.aurorabeauty.com/) também comercializa os cosméticos da Isa’s Restoratives (mais detalhes em “Loja virtual: Aurora Beauty”). Ambas fazem entregas no Brasil, além de vários outros países, e incluem amostras nos pedidos.

Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas por email (https://www.isaskin.com/community/contact). Informações adicionais sobre essa pequena empresa e a sua proprietária já estão publicadas em “Resenha: bálsamo para rosto Blue Beauty Balm, da Isa’s Restoratives”.

OBSERVAÇÃO: Conforme registrei nessa resenha, o Liquid Gold Facial Serum foi gentilmente enviado pela marca, sem custo algum. Escrevi essa resenha — e adquiri outras unidades do mesmo produto por conta própria — porque fiquei efetivamente muito satisfeita com os resultados.

ATUALIZAÇÃO, 01/08/2020: Em 2018, a marca Isa’s Restoratives passou a se chamar Isa Skin Care.

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LEIA TAMBÉM:

“Resenha: óleo corporal Violetta Body Oil e loção de limpeza facial Liquid Clay Cleanser, da Isa’s Restoratives”
“Resenha: bálsamo para rosto Blue Beauty Balm, da Isa’s Restoratives”
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12 outubro 2016

Resenha: loção de limpeza facial Cleanser, da S.W. Basics

A proposta anunciada pela empresa norte-americana S.W. Basics na página inicial do site institucional me interessou bastante: “Ingredientes tão bons que só precisamos de cinco deles... ou menos”. Logo em seguida, o site apresenta três pilares: simplicidade (“quanto mais simples a rotina, melhor”), sustentabilidade (“usamos somente ingredientes realmente naturais e que são orgânicosfair trade ou provenientes de agricultura familiar”) e você (pessoas em contraposição à pressão de consumo da indústria da beleza convencional). A marca foi criada em 2011, na cozinha de um apartmento no Brooklyn, por Adina Grigore, nutricionista holística, personal trainer e autora do livro Skin Cleanse: The Simple, All-Natural Program for Clear, Calm, Happy Skin (Nova York: Harper Collins, 2015).

Cleanser, da S.W. Basics
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

A empresa é cruelty-free, certificada pelo PETA, e todos os cosméticos são veganos, com exceção dos protetores labiais. Quase todos os produtos são certificados orgânicos pelo USDA. As fórmulas não contêm organismos geneticamente modificados (OGMs) e nenhuma das substâncias polêmicas que costumo evitar (a lista completa está no texto “12 ingredientes que devem ser evitados” — comecei com 12 itens, outros foram acrescentados depois).

A marca cresceu bastante desde a sua fundação. Há alguns meses, lançou uma linha chamada DIY Essentials, para clientes que querem preparar os próprios cosméticos. Vale muito a pena acessar o blog http://swbasicsofbk.com/category/blog/ (em inglês) para ver informações, dicas, receitas e opiniões.

O primeiro produto que experimentei da S.W. Basics é o Cleanser (algo como Loção de Limpeza, em português), que uma uma amiga trouxe de presente de uma viagem em dezembro de 2015 (muito obrigada mais uma vez, Helena!). Até o momento, é também o meu artigo favorito da marca, e me despertou um novo olhar sobre esse tipo de item de limpeza facial.

A fórmula é 100% orgânica, certificada pelo USDA, espantosamente minimalista (apenas três ingredientes) e ao mesmo tempo muito eficaz:
Organic rosewater / hidrolato de rosa orgânica, organic vegetble glycerin / glicerina vegetal orgânica, organic tea tree oil / óleo de melaleuca orgânica.
Cleanser é um líquido transparente, sem cor, com um cheiro que para mim é extremamente agradável — adoro o perfume de rosas de verdade e de tudo que é feito com elas, incluindo o hidrolato. Como não sou fã do aroma do óleo essencial de tea tree, fiquei contente ao notar que ele não fica muito destacado nesse produto. Devido à diluição, o Cleanser pode ser usado até por mulheres grávidas, de acordo com a seção de perguntas e respostas da sua página. Cada produto tem uma seção assim no final de sua respectiva página virtual, logo abaixo das avaliações de clientes.

A forma de usar é descomplicada: basta agitar o frasco, passar o produto na pele com um algodão e enxaguar com água morna. Costumo fazer os dois primeiros passos pouco antes de entrar no banho, e enxáguo no chuveiro. O algodão utilizado pode estar em forma de chumaço, de disco ou de tecido; todas essas opções funcionaram bem.

A minha pele é mista (oleosa no nariz e no queixo, normal no resto do rosto, com uma certa tendência ao ressecamento das bochechas nos dias mais frios ou secos) e atópica, e fica limpa e equilibrada com duas aplicações de Cleanser por vez, usando a frente e o verso do algodão. Como sempre fui condicionada a associar higiene com bolhas de sabonete, me espantei ao ver que algo tão fluido e sem espuma possa dar um resultado tão positivo. Segundo a marca, é adequado para peles problemáticas e peles sensíveis. Não contém álcool. Uso na área dos olhos sem problemas.

Além disso, rendeu muito comigo: seis meses de uso diário, usando duas vezes ao dia. Virando o frasco apenas uma vez sobre o algodão, já se obtém uma quantidade que para mim é suficiente, inclusive para remover maquiagem da pele. Só não testei o produto para tirar máscara para cílios, pois não costumo usá-la. De todo modo, a S.W. Basics tem um demaquilante específico para essa finalidade, o Makeup Remover.

Vem num vidro incolor, com tampa preta de metal e rótulos também pretos. O Cleanser em tamanho normal custa US$22,00 e tem 118ml. É possível adquirir uma miniatura de 30ml por US$12,00. Ambos também estão disponíveis em conjuntos. O prazo de validade é de 24 meses, e é recomendado usar essa loção de limpeza facial em até 8 meses após a abertura da embalagem. Eventuais dúvidas são respondidas preferencialmente por email: hello@swbasicsofbk.com.

Embora o site da empresa faça envios para o mundo todo, incluindo o Brasil, a própria marca indica outros revendedores para compras internacionais, até por causa do frete mais em conta. Um deles é a Target, que trabalha com os produtos da S.W. Basics tanto nas lojas físicas quanto na loja online.

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LEIA TAMBÉM:

“Resenha: Sabonete Argila Vermelha e Aloe Vera, da Reserva Folio”
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“Resenha: bálsamo para o corpo e o rosto Healing Bee Balm, da Big Island Bees (Série Havaiana)”

12 setembro 2016

Resenha: bálsamo para o corpo e o rosto Healing Bee Balm, da Big Island Bees (Série Havaiana)

Fico muito contente em repetir boas experiências em viagens, por isso adorei revisitar o apiário norte-americano Big Island Bees no início de agosto de 2016, na minha segunda ida ao Havaí, e constatar que o local continua charmoso e interessante, com excelentes produtos. Conheci em julho de 2015, e alguns dias depois retornei para fazer um tour, informativo e bem conduzido. O estabelecimento tem entrada gratuita e está situado em Kona, uma região da ilha Big Island. Nele funcionam também um museu de apicultura, uma sala de degustação e uma loja de produtos naturais e orgânicos. Dirigida pelo casal Whendi Grad e Garnett Puett, que pertence à quarta geração de uma família de apicultores, a Big Island Bees é especializada em algumas variedades de mel cru, orgânico e monofloral — proveniente do néctar de uma única espécie de flor —, e oferece também produtos de cuidado pessoal feitos com mel e cera de abelha orgânicos. Um dos meus itens preferidos é o Healing Bee Balm (algo como Bálsamo Curativo da Abelha, em tradução livre).

Healing Bee Balm, da Big Island Bees
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

Healing Bee Balm é um bálsamo verdadeiramente multifuncional. Minha filha de oito anos e eu o usamos de diversas formas:
  • No tratamento de pequenos machucados: o produto traz mais rapidez e conforto na recuperação de ferimentos superficiais.
  • Como hidratante para o rosto e o corpo, incluindo mãos e pés: a pele precisa de atenção diária, principalmente a pele atópica, e uma camada de bálsamo pode mantê-la mais saudável. Sua eficácia aumenta quando a aplicação é feita na superfície úmida (logo após um banho, ou depois de passar uma loção hidratante, um hidrolato ou um tônico facial).
  • Em massagens: a textura de pomada é muito apropriada para trabalhar áreas tensionadas, sem o risco de derramamento em roupas e lençóis.
  • Depois de ir à praia, à piscina ou fazer caminhadas: o bálsamo ajuda a acalmar a pele. De todo modo, usamos filtros solares físicos e naturais, e evitamos a exposição ao sol nos piores horários.
  • Como demaquilante: aplicado com um lenço de papel, é um ótimo removedor de maquiagem. Para que não acabe logo, raramente o utilizo dessa maneira.

Visita guiada, na Big Island Bees
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

A lista de ingredientes é orgânica e totalmente natural. Copiei abaixo os dados do rótulo e acrescentei os termos correspondentes em português.
Organic olive oil / óleo de oliva orgânico, organic coconut oil / óleo de coco orgânico, fresh organic comphrey and mint / confrei e hortelã orgânicos e frescos, organic Wileilaki beeswax / cera de abelha de aroeira orgânica, organic Wileilaki honey / mel de aroeira orgânica, 100% therapeutic essential oils / óleos essenciais de grau 100% terapêutico.
Wileilaki” é a denominação dada no Havaí à planta medicinal que no Brasil chamamos de “aroeira”. É nativa do nosso país, e seu fruto — a pimenta-rosa — é apreciado na culinária. O mel cru e orgânico e a cera de abelha orgânica da florada de wileilaki estão presentes no Healing Bee Balm. A foto abaixo, tirada no museu de apicultura da Big Island Bees, mostra seis vidros desse mel. O confrei orgânico e a hortelã orgânica entram na fórmula infundidos nos óleos vegetais de oliva e de coco, ambos também orgânicos.

Museu de apicultura, na Big Island Bees
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

A coloração do Healing Bee Balm é amarela, e sua consistência é de pomada macia, agradável e fácil de espalhar. O aroma é delicado e relaxante, não me canso de cheirar. A embalagem é um potinho de vidro incolor, com 83ml de bálsamo e tampa preta de metal. Os rótulos são de papel branco e ficam bem colados, mesmo com uso frequente. A composição do produto é mostrada numa etiqueta simples, na parte de trás, enquanto o rótulo da frente é colorido e tem uma ilustração graciosa da flor da belíssima árvore havaiana ohia lehua, que faz parte da logomarca da empresa.

Comprei duas unidades no ano passado, a US$15,00 cada, mais o imposto local de 4,166% (cobrado no momento do pagamento). Como o rendimento é alto e eu alterno o uso com outros bálsamos e manteigas, ainda tenho bastante aqui em casa. Um ano e pouco depois, o produto continua perfeito, e deve permanecer assim por muito mais tempo. A equipe do apiário faz entregas pelo correio, para o mundo todo. Em compras acima de US$65,00, não é cobrado o frete para endereços dos Estados Unidos. O email para contato é contactus@bigislandbees.com e o telefone é +1 808 328 7318. O atendimento é muito cordial.

Quem tiver planos de ir até a Big Island Bees (82-1140 Meli Rd, Captain Cook) pode aproveitar a ocasião para conhecer outros lindos lugares próximos, como o Pu‘uhonua o Honaunau National Historical Park, a Painted Church, a Kealakekua Bay e a Manini Beach, além de fazer um lanche na Kona Pacific Farmers Cooperative. Uma aconchegante opção de hospedagem nos arredores é o Dolphin Dreams Kealakekua, construído bem em frente à Kealakekua Bay. Os textos “Férias no Havaí, parte 1: passeios, acomodações e transporte na Big Island” e “Férias no Havaí, parte 2: restaurantes, produtos orgânicos e outras compras na Big Island” contêm mais informações sobre cada um deles.

Manini Beach, em Kealakekua Bay, a poucos minutos do Dolphin Dreams Kealakekua e da Big Island Bees
Clique na imagem para ampliar [Foto de Michelle C., Tantas Plantas]

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LEIA TAMBÉM:

“Férias no Havaí, parte 1: passeios, acomodações e transporte na Big Island”
“Férias no Havaí, parte 2: restaurantes, produtos orgânicos e outras compras na Big Island”
“Resenha: stain para lábios e rosto Mocha Rose Stain e spray aromaterápico Mauka Space & Body Spray, da Indigo Elixirs (Série Havaiana)”
“Resenha: bálsamo Rose Quartz Elixir, da Indigo Elixirs (Série Havaiana)”